CALEBE, UM HOMEM DE FÉ

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1906

CALEBE, UM HOMEM DE FÉ

Josué 14.6-15

Calebe é um exemplo de fé e perseverança que nos ensina a continuarmos firmes nas promessas do Senhor independente das circunstâncias.

Dos doze homens enviados para espiar a terra, apenas dois: Josué e Calebe trouxeram uma visão positiva a respeito das possibilidades de conquistar aquela terra prometida pelo Senhor, pois eles decidiram em confiar em Deus.

Calebe não fez como a maioria que diante do relato dos homens tiveram medo, deixaram morrer sua fé e esperança. Aos oitenta e cinco anos o servo do Senhor Calebe afirma: “Estou pronto. Treinei esse tempo todo. Não desisti, não morri. Minha fé e esperança continuam aqui gerando perseverança. Estou pronto”. Aqui está a chave para vitória. A perseverança é a chave. Com este homem de fé, podemos aprender sobre a extrema importância de perseverar no Senhor:

I. PORQUE ELE NÃO DEU OUVIDOS AOS INCRÉDULOS (Nm 13.25-33).

Os próprios israelitas pediram a Moisés o envio de espias para saber como era a terra (Dt 1.22). Uma atitude incrédula da parte do povo, porque Deus já lhes havia falado que a terra da promessa era fértil e abundante. Que prova a mais esse povo necessitava? O povo não falhou diante da Terra Prometida, já havia falhado aqui, demonstrando incredulidade naquilo que Deus havia dito e preferido andar por vista em vez de agir por fé.

Confiados apenas no que viram na terra de Canaã, sem atentar para o que ouviram da parte de Deus, deram ocasião a dúvida e assim desistiram de tomar posse da promessa (Pv 3.5, 6). Porque eles se deixaram levar por uma visão negativa e pessimista, não obstante a manifestação do poder de Deus sobre eles, pois no deserto Israel era protegido durante o dia por uma coluna de nuvem e a noite por uma coluna de fogo, de tal maneira que eles podiam caminhar de dia e de noite (Êx 13.21,22; 14.24; 40.38; Nm 14.14; Ne 9.12,19; Sl 99.7; 105.39; 1 Co 10.1). A coluna de nuvem protegia o povo do sol escaldante do deserto e a coluna de fogo aquecia e guiava o povo de Israel durante a noite. A Palavra de Deus nos diz que a coluna de fogo e de nuvem jamais se apartava dos israelitas (Êx 13.22), isto era a certeza da proteção e da orientação de Deus continuamente.

A incredulidade do povo fez com que o Senhor emitisse uma sentença para o povo (Nm 14.22, 23). Porém, com Calebe, o Senhor agiu de maneira diferente (Nm 14.24). Ele confiou no Senhor e perseverou firme nas promessas do Senhor.

II. PORQUE ELE DECIDIU OBEDECER AO SENHOR (Nm 14.24; Js 14.7,8).

Meus irmãos, não obstante o relatório dos companheiros de Calebe e a atitude do povo, Calebe decidiu obedecer e seguir ao Senhor. O texto: “Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me eu o levarei à terra em que entrou, e a sua descendência a possuirá em herança” (Nm 14.24). Houve um momento em que Calebe teve que decidir entre seguir o povo ou seguir a Deus. Ele escolheu ser odiado pelo povo, tomando a firme decisão de eleger o Senhor como seu Deus. Ele decidiu seguir a Deus, mesmo não sendo o caminho mais fácil.

O que aprendemos com Calebe, não é a forma como vemos as coisas, mas como reagimos diante delas. Confiar em Deus não nos isenta de enfrentar problemas. Porém, se a perspectiva contém Deus e se é vista desde Sua ótica, tudo muda de forma radical. As circunstâncias enfrentadas serão as mesmas. Todavia, com Sua presença na batalha, teremos a força necessária para superar os obstáculos e ainda nos mantermos firmes até o final. A fé vê as circunstâncias através da ótica de Deus, foi esta a visão de Calebe (Nm 13.30; 14.9), também foi a visão de Davi quando enfrentou o gigante Golias (I Samuel 17.26b).

A incredulidade não vê Deus porque se fixa nas circunstâncias. Ela é caracterizada pela exclusão de Deus do seu raciocínio (Nm 13.31-33). Mas, quando o homem vive em obediência a Deus, não pode deixar de ver as lutas e os desafios de conformidade cm a ótica de Deus. Pois, se incluirmos Deus, todo o nosso raciocínio incrédulo se tornará anão diante de Sua maravilhosa e poderosa Presença (Hb 10.35-39).

III. PORQUE ELE FOI UM HOMEM PERSEVERANTE (Js 14.9-14)

Calebe não podia embasar sua confiança nos companheiros de missão, nem tampouco esperar qualquer reação de um povo impactado pelo medo. Ele teve que escolher entre seu povo e seu Deus. Perseverar foi para ele remar contra a maré e sofrer até que os dias de sentença se cumprissem. Mas, com ele podemos aprender que a perseverança é o segredo da vitória. A perseverança nos contagia, porque não é fácil suportar quarenta e cinco anos e manter-se com a mesma força e vitalidade (Dt 8.3). Calebe viveu pelo que acreditava e esse foi o segredo de sua inabalável fé e perseverança.

Para muitas pessoas, a vida, além de ser uma tarefa difícil, algumas vezes pode ser absolutamente insuportável. E por que precisamos de perseverança? Porque ela é essencial, a única chave que pode abrir a porta da esperança (Rm 5.3-5). É mediante a perseverança que se constrói um caráter forte, sólido e esperançoso, que nos motiva a viver e lutar por nossos ideais. Quem sabe, você está a tanto temo esperando pela conversão de um parente, a compra de uma casa, de carro, uma moto, etc. Não desista persevere firmado no Senhor, na certeza que Deus proverá.

Meus irmãos, Calebe sofreu o desconforto de caminhar quarenta anos errante pelo deserto por causa da incredulidade de seus irmãos. Mesmo assim, conservou suas forças e expulsou os mesmos gigantes que seus irmãos se recusaram a enfrentar. Calebe se distinguiu dos demais por sua fé, perseverança e temor a Deus. Que essas qualidades nos contagiem!

Pr. Eli Vieira

RETIRO IP SEMEAR 2023

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