Como o Congresso do Partido Comunista da China afeta os cristãos?

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Sessão de encerramento do 20º Congresso do Partido Comunista da China. (Xinhua/Pang Xinglei)

A 20ª edição do evento em que o futuro da China é decidido

Cristãos chineses enfrentam diversas restrições por causa do governo

No dia 16 de outubro teve início na capital, Pequim, o Congresso do Partido Comunista da China. É a maior e mais importante reunião do país, cujo objetivo é escolher a futura liderança chinesa entre centenas de candidatos para o Comitê Permanente do Politburo Central (mais conhecido como Comitê Central). O congresso acontece a cada cinco anos e apesar da impressão de escolha, antes da eleição em si, muitos nomes são vetados, ou seja, é uma mera formalidade para apresentar os escolhidos do Partido para os cargos correspondentes.

O Congresso considera que o nosso Partido está comprometido com a grande causa da nação chinesa, com mais desenvolvimento e ampliação da democracia popular e também se dedica à nobre causa da paz e do desenvolvimento da humanidade”, destaca a resolução aprovada ao final do Congresso neste sábado, 22.

Com convocação para empreender o novo caminho para a construção de um país socialista moderno, encerrou-se em Pequim neste sábado, (22) o 20º Congresso do Partido Comunista da China, evento político onde foram delineadas as chaves socioeconômicas e políticas do gigante asiático para os próximos cinco anos e foram eleitos os membros do Comitê Central da agremiação.

“Os últimos cinco anos desde o 19º Congresso Nacional do Partido foram extremamente extraordinários. Ao longo deste período, o Comitê Central do Partido, tendo o camarada Xi Jinping como núcleo, tem mantido erguida a grande bandeira do socialismo chinês, (…) persistido no marxismo-leninismo, no pensamento de Mao Tse Tung, na teoria de Deng Xiaoping, e no conceito científico de desenvolvimento”, assinala um dos trechos da Resolução aprovada do evento.

“Ousem lutar, ousem vencer, mantenham a cabeça erguida e trabalhem duro, estejam determinados a seguir em frente. O congresso do PCCh atingiu seus objetivos de unificar o pensamento, fortalecer a confiança, traçar o curso e elevar o moral”, disse Xi Jinping aos 2.338 delegados presentes no Grande Salão do Povo em Pequim, encabeçando a sessão de encerramento.

Da mesma forma, os presentes no Congresso aprovaram dois relatórios internos sobre a gestão, conquistas alcançadas e desafios pendentes desde a edição anterior em 2017, além de um projeto de emendas à constituição do Partido.

Avançar o rejuvenescimento da nação chinesa em todas as frentes por meio de um caminho chinês para a modernização foi designado como a tarefa central do Partido na nova jornada do 20º Congresso Nacional do PCCh. Esta tarefa central foi incluída no Estatuto revisado do Partido.

Restrições ao cristianismo

Se a estrutura atual permanecer, Xi Jinping será o líder das três esferas mais poderosas chinesas: o Partido Comunista, o Estado e a Guarda Militar. Nos últimos dez anos, Xi implementou medidas restritivas ao cristianismo, principalmente pela oposição à influência Ocidental, ou seja, contra tudo que seja estrangeiro. Outro motivo é a sinização, a tentativa de unificar a cultura e religião sob valores ditados pelo governo e tornar a sociedade chinesa homogênea. O objetivo é alterar o cristianismo conforme a ideologia do país e controlar as decisões e discursos da igreja.

A sinização resultou em centenas de igrejas fechadas, restrições na internet e a substituição da cruz nas entradas das igrejas e outros símbolos cristãos por bandeiras da China ou do Partido Comunista. As Igrejas das Três Naturezas, consideradas oficiais, foram reclassificadas como centros culturais. O Partido também ordenou que propagandas comparando os ensinos do confucionismo, religião tradicional chinesa, com a Bíblia fossem expostos nos templos.

Igreja secreta crescente

Mesmo nos pequenos grupos, nas igrejas domésticas, a vigilância é intensa. As autoridades conhecem os líderes das igrejas e observam se cada palavra está alinhada com o discurso nacional ou não. Quando acontece alguma violação contra cristãos, como prisões injustas e agressões, as autoridades não defendem os direitos humanos apenas por causa da religião.

Outro motivo que preocupa o presidente Xi Jinping é a quantidade e a união dos cristãos. Xi vê o crescimento da igreja como uma ameaça ao Partido Comunista e ao poder, por isso tenta minar e controlar ao máximo a presença dos cristãos na China. Apesar disso, a igreja permanece, dividindo páginas da Bíblia entre si, programando pequenos grupos de estudos bíblicos em segredo para não chamar atenção, e usando os recursos virtuais para fazer cultos e manter o contato entre si. Deus tem provido estratégias para que a igreja sobreviva à perseguição na China e os parceiros locais da Portas Abertas fazem parte desse trabalho.

Apoie cristãos perseguidos

Cristãos em diversos países, como na China, não têm liberdade para seguir a Jesus. Eles não têm acesso à Bíblia, alimentos e outros recursos básicos de sobrevivência apenas porque creem em Cristo. Ajude esses irmãos na fé em suas necessidades mais urgentes com uma doação.

Fonte: Portas Abertas e Hora do Povo

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