Em meio a ataques de facções, igreja levanta clamor: “Pedimos paz sobre o Ceará”

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Em menos de uma semana, mais de 120 ataques já foram registrados em toda a capital cearense e região metropolitana.

“As eleições passaram e a minha palavra pastoral precisa ser observada. Qual é o papel do crente agora? Orar pelas autoridades instituídas. É triste que um crente não entenda isso”. O alerta do Rev. Elizeu Dourado de Lima foi dado no último domingo (6) à Igreja Presbiteriana de Fortaleza, devido à grande quantidade de ataques de facções por toda a capital cearense e região metropolitana.

Em menos de uma semana, mais de 120 ataques já foram registrados e a população tem sido amplamente afetada, devido ao receio de sair de casa e a redução das frotas de transporte público na cidade.

Segundo o líder cristão, o atual momento caótico que Fortaleza vive pede mais que meras discussões partidárias, mas sim a união da Igreja em oração pelo bem da cidade e pelas autoridades de todas as esferas.

“É interessante que neste momento de guerra contra o governo, facções inimigas se unem para enfrentar para desafiar as autoridades e crentes em Cristo Jesus se desunem. O que é isso? Você não pode permitir essas conversas dentro da igreja. Ameaça o vínculo da paz. Respeite o que o outro fez nas eleições”, destacou o pastor. “É triste para que um crente ore para que o governo federal não vá bem. É triste que um crente ore para que um governo estadual não vá bem. É triste que um crente torça para um governo municipal não ter êxito”.

“Quero conclamar a Igreja, porque nós temos um presidente que se chama Jair Messias Bolsonaro. Não tem como você dizer que não tem presidente ‘porque você não votou’. A palavra pastoral precisa ser dura neste momento, porque já estamos enfrentando coisas assim na igreja. É uma ignorância um crente dizer que não tem um presidente ‘porque não votou’. Vamos esperar as coisas andarem e vamos orar”, acrescentou.

Apesar do presidente Jair Bolsonaro ter sido eleito com amplo apoio dos evangélicos, pastor Elizeu lembrou que o governador do Ceará, Camilo Santana (PT) precisa ser alvo das orações da Igreja, mesmo se mostrando como oposição ao governo federal.

“Nós temos um governador que se chama Camilo Santana. É triste um pastor dizer: ‘Bom, eu não tenho governador, porque eu não gosto dele, não gosto do partido dele’. O crente é chamado para orar por todas as autoridades constituídas (Romanos 13)”, afirmou.

“Ou nós obedecemos a Palavra ou vamos continuar colocando no centro do nosso coração a posição partidária. Isso é sério. Gente saindo da igreja por causa de política. Posso dizer em alto e bom tom, sem me arrepender: isso não é um crente, é alguém de conveniência”, acresentou.

O pastor continuou, explicando que se um governo não for aprovado por Deus, é Ele próprio quem se encarrega de destituir as autoridades, mas que agora a Igreja em Fortaleza tem sido afligida com um propósito maior.

“Se não for no caminho aprovado por Deus, [o governo] cai na esfera federal, na esfera estadual e na esfera municipal. Mas isso compete a Ele”, disse. “Quando Ele [Deus] aflige a Igreja, tem um motivo. Ele quer curar a Igreja. A Igreja não deve ter medo de partido A, partido B. A Igreja é aquela que avança no evangelho de Cristo Jesus”.

Após sua palavra de alerta à igreja, o pastor convocou a todos os presentes para participarem de um clamor pela paz e pelas autoridades. “Oh Deus amado, queremos pedir paz sobre o nosso Ceará, sobre o nosso Nordeste”, orou o pastor.

Confira no vídeo acima.

FONTE: GUIAME, JOÃO NETO

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