Enfrentando as Fornalhas da Vida

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Daniel 3:17,18 
Muitas vezes passamos por tribulações e não entendemos o por quê?. Todavia, a tribulação é forma de Deus aplicar sua disciplina. Quando necessitamos de correção Deus age como um pai amoroso e nos proporciona circunstâncias que nos conduzem de volta aos seus braços. Outras vezes sofremos por causa dos nossos próprios pecados que nos causam angústias, decepções e amarguras. E, por fim, Deus permite a tribulação em benefício de outros que vivem ao nosso redor.


Deus nos livra das fornalhas.

Em Daniel 3, encontramos o relato de três jovens judeus que foram levados cativos à distante Babilônia, e lá suportaram uma tribulação que permitiu a Deus revelar-se ao reino gentil mais poderoso da terra daqueles dias. Seus nomes: Ananias, Misael e Azarias. Vejamos os fatos:


1º A acusação: Para compreendermos a história, devemos nos lembrar que no segundo ano de cativeiro (603 a.C.) o rei Nabucodonosor teve um sonho. Ele não apenas queria alguém para interpretar o sonho, como também exigia que tal pessoa explicasse o sentido do sonho. Ninguém havia conseguido até que Daniel e seus três amigos pediram ao Senhor em oração. Daniel revelou e explicou o sonho. O rei entendeu em parte, porque ele declarou: “Certamente, o vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos reis” (Dn.2:47). Mesmo assim, ele esqueceu desse fato e alguns anos mais tarde, ele erigiu uma estátua de aproximadamente 30 metros de altura, revestida de ouro e determinou que todos os homens do seu reino se prostrassem diante dela e a adorassem. Pelo menos três homens não fizeram isso: Ananias, Misael e Azarias (Sedraque, Mesaque e Abede-Nego). Sob acusação, o rei perguntou-lhes: “É verdade… que vós não servis a meus deuses, nem adorais a imagem de ouro que levantei?” (3:14). O verso seguinte é o ponto crucial do capítulo (leiamos). Nabucodonosor considerou-se Deus a si mesmo, e a resposta dos jovens é cheia de fé (vs.16-18). Não podemos dizer que essa foi uma experiência agradável. A ira do rei estava cheia de orgulho (leiamos o v.19). Deus nos livra das fornalhas. 


2º O desafio: Nabucodonosor entrou em disputa com Deus, e Deus quis deixar bem claro qual era a extensão do seu poder, soberania, bondade e graça. É bem possível que alguns momentos que enfrentamos tenham menos a ver com conosco, embora cresçamos a partir deles. Aqueles jovens tinham grande temor a Deus. Eles foram amarrados e jogados dentro da fornalha. Servir a Deus não é algo que vem com a garantia de que somos imunes as adversidades da vida. Significa que estamos a disposição do Senhor. No caso dos jovens, Deus lhes deu libertação e deixou o rei Nabucodonosor atônito (leiamos os vs.24,25). Deus nos livra das fornalhas. 


3º A escolha: Aqueles três jovens não tinham nenhuma garantia quando entraram na fornalha; nem nós temos alguma garantia diante das tribulações. Nunca sabemos os planos de Deus, pode ser pela tribulação ou em meio a elas. Somos apenas servos. Isso significa que somos escolhidos, que fazemos parte dos seus planos. Deus nunca toma nada que Ele mesmo não substitua muitas vezes mais. Ele é o Deus que faz milagres (leiamos o v.26). Eles saíram do meio do fogo sem sequer terem sidos chamuscados. O fogo não teve poder sobre eles. Os cabelos não estavam queimados, as roupas não estavam queimadas, o cheiro de queimado não estava neles. O rei foi levado passou a ver Deus de outra forma, com temor, essa foi a escolha de Deus (leiamos os vs.28,29). Deus nos livra das fornalhas. 

Às vezes, Deus deseja demonstrar sua grandeza e poder e está buscando pessoas que estejam dispostas a caminhar com Ele pelo meio das fornalhas ardentes. Talvez você esteja nessa fornalha agora, ou talvez você venha a estar daqui a seis meses, embora aquele possa ser um lugar indesejável, temeroso, precisamos nos lembrar de que Deus é tão capaz de nos libertar delas ou em meio a elas. O que ele quer de cada um de nós é fé. 

Toda essa experiência foi um dos três principais “eventos de Deus” na vida de Nabucodonosor que fizeram dele um adorador de Javé. Quando colocamos Deus em primeiro lugar, aqueles que estão ao nosso redor também poderão vê-Lo. Verão nossa confiança em meio as tribulações, e eles se maravilharão daquele que Deus faz em nossas vidas. Deus nos livra das fornalhas. 
Deus nos abençoe. 

Sobre o autor:Rev. Jadson Azevedo da Cunha, casado com Nilena Ratis Cavalcanti da Cunha, pai de Luísa e Vitória.Pastor da Igreja Presbiteriana Ebenézer, Bom Conselho-PE e professor do IBN, Garanhuns-PE.

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