Maldivas passam por segundo turno da eleição presidencial

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Nenhum dos candidatos mostra preocupação com as minorias religiosas

A decisão deve impactar as relações com China e Índia

No início de setembro, aconteceu o primeiro turno das eleições presidencias nas Maldivas. Apesar da vantagem inicial com 46% dos votos de Mohamed Muizzu, em relação ao outro candidato, o atual presidente, Ibrahim Mohamed Solih, a diferença foi pequena.  

De acordo com a legislação maldiva, o candidato que obter mais de 50% dos votos será eleito presidente. Solih obteve 39% dos votos, e, assim, ainda tem chance de ser reeleito, já Muizzu, que é o atual prefeito da capital maldiva, Malé, disputa a chance de ser pela primeira vez o presidente do país.  

Disputa entre China e Índia 

Como nenhum dos candidatos atingiu essa porcentagem, o segundo turno das eleições foi marcado para hoje, 30 de setembro. Estão na disputa os dois candidatos com maior quantidade de votos, Muizzu e Solih. O projeto de governo de Muizzu é reduzir a presença da Índia, principalmente das tropas indianas, nas Maldivas e estreitar relações com a China.  

Já Solih, tem como lema de governo “India-First”, ou seja, a Índia é a prioridade nos seus projetos. Portanto, as eleições estão sendo observadas com atenção por China e Índia com expectativas sobre qual das duas nações terá maior influência em um dos maiores pontos turísticos do Oceano Índico, as Maldivas.    

A comissão eleitoral do país disse que apenas 75% dos 282.395 eleitores participaram da votação. Foi o mais baixo índice de participação na história das eleições presidenciais nas Maldivas. Na prática, nenhum dos dois candidatos parece se preocupar com os cristãos perseguidos ou outras minorias religiosas. 

“Ambos os candidatos são aliados de grupos islâmicos conservadores. Ao longo dos últimos anos não houve melhoras nos direitos humanos e essa não é a prioridade das propostas de governos. Os dois candidatos reafirmaram o objetivo de que as Maldivas continuem um Estado 100% muçulmano”, afirma Thomas Muller, um especialista da Portas Abertas.  

Assim, parece que a falta de espaço e voz para cristãos e outras minorias religiosas na sociedade maldiva continuará existindo independentemente do resultado das eleições. Contamos com suas orações. 

Fonte: Portas Abertas

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