Nosso Deus é um Deus conhecido

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Atos 17:22-28 – O Mundo Necessita Conhecer a Deus.

Certa vez um jovem estava conversando com um amigo e informou-lhe que teria de ir, pois, tinha que visitar sua avó no hospital. “Sabe ela está bem velhinha, nem me reconhece mais!”. Ao que o amigo exclamou: “Bem, se ela está bem velhinha e não mais te reconhece, para que a pressa? Você para ela é um desconhecido!”. Então o jovem acrescentou: “É verdade que para ela eu hoje sou um desconhecido, mas ela não é para mim!”. 

Para muitos, Atos é o livro da história da Igreja Primitiva. 1º Trata da Ascensão de Jesus; 2º Trata da Descida do Espírito Santo; 3º Trata do Início da Igreja em Jerusalém, Judéia, Samaria, Antioquia, Macedônia, Grécia e Roma. Teologicamente falando, Atos é uma continuação do poder de Deus registrado no Antigo Testamento e do Ministério de Jesus. Atos é um livro que diz respeito a Missão Integral (1:8). Atos é a expansão do Evangelho de Deus.  

1º) Ele se apresenta – Essa é a 2ª viagem missionária de Paulo (Jerusalém/Galácia). Ele está com Silas e em Listra junta-se ao grupo Timóteo (16.1). Seguem para Macedônia e Acaia (Grécia atual), muita coisa acontece nessa viagem, mas o ponto alto, aos olhos do autor, está no discurso de Paulo no Areópago, com um desfecho divino no verso 34. É o encontro de Paulo com o culto pagão, quando Paulo parte do conhecido para o desconhecido. Existia ali uma mistura de idolatria e filosofia. Paulo toma o lado dos filósofos para demonstrar que foram suficientemente longe. Paulo viu-se confrontado por uma verdadeira demanda de imagens, existiam deuses para todos os gostos, Atenas estava vivendo um momento de declínio. Paulo se dirige primeiramente aos judeus e aos gentios piedosos (v.17). Ele foi tido por “tagarela” (v.18) – os epicureus eram materialistas, ressaltavam a importância do prazer; os estóicos ressaltavam a importância da razão como modo de vida. Por Paulo Deus se apresenta.

2º) Ele é verdadeiro. 

Paulo começa seu discurso elogiando os atenienses por serem “acentuadamente religiosos” (v.22), para alguns eruditos, Paulo estaria ironizando, para outros, ele usava as palavras no bom sentido com a intenção de conquistar a atenção de todos. Paulo faz um simples relato da sua observação sobre a cultura deles (v.23). E é justamente aqui que Paulo usa o conhecido para apresentar o desconhecido. Um altar provavelmente vazio com a seguinte inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO. É bem verdade que não havia qualquer conexão real entre o “desconhecido” e o Verdadeiro. Em nenhum momento Paulo quis dizer que eles eram adoradores inconscientes do Deus verdadeiro. Paulo fala no Deus criador do universo (v.24). Os ídolos representam o contraste do Deus Vivo. Lemos em 1Rs.8:27: “Mas, de fato, habitará Deus na terra? Eis que os céus não podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei”. Por meio de Paulo, Ele é verdadeiro.

3º) Ele está perto.

Nos versos de 25 a 28, encontramos uma apresentação do Deus Todo Poderoso, do Deus que Supre, do Deus da Vida, contrariando a popularidade local de “Zeus”, o deus supremo. “Não é Zeus, mas, Javé é que é a fonte da vida”. O apóstolo prossegue afirmando que o homem deve buscar a Deus ciente que Ele está bem perto, que por meio dele vivemos, nos movemos e existimos. Paulo chega a usar o termo “tateando”, sugerindo que os homens vivem em densas trevas. Paulo indica o fracasso do homem pecador em busca do Deus verdadeiro (o homem tenta encurtar o caminho a Deus através dos ídolos). Os gregos pensavam na natureza divina do homem, Paulo apresenta o homem como “imago Day” (Imagem de Deus). Fica claro em Paulo que Ele está perto.

Quantas vezes em nossas vidas cultuamos um deus desconhecido? Seria quando damos um mau testemunho? Ou, seria quando o negamos diante dos homens? Temos lido a Bíblia regularmente? A falta da leitura da Palavra nos faz fiéis a um deus desconhecido.

Conclusão:

Realmente temos um compromisso diante do Deus Vivo e Verdadeiro. Que somos responsáveis pelo fato de torná-lo conhecido diante de um mundo tão desconhecido. No momento em que o jovem comentou ao seu amigo que sua avó não era desconhecida dele, ele queria dizer que seria sempre reconhecido pelo ela representava na sua vida. Paulo não fez diferente, usou um patamar de um deus desconhecido e apresentou um Deus que estava ao seu lado e que se fazia conhecido.

Nosso Deus é um Deus Conhecido, isso porque Ele se apresenta, Ele é verdadeiro e Ele está perto.

Assim diz o Senhor.

Sobre o autor:

Rev. Jadson Azevedo da Cunha, casado com Nilena Ratis Cavalcanti da Cunha, pai de Luísa e Vitória.Pastor da Igreja Presbiteriana Ebenézer, Bom Conselho-PE e professor do IBN, Garanhuns-PE.

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