Novo presidente do Chile preocupa judeus por sua posição anti-Israel

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Engajado na causa palestina, Gabriel Boric já declarou que Israel é um Estado assassino.

Gabriel Boric é o presidente eleito do Chile. (Foto: Instagram/Gabriel Boric/Fernando Ramírez)
Gabriel Boric é o presidente eleito do Chile. (Foto: Instagram/Gabriel Boric/Fernando Ramírez)

O presidente eleito do Chile, Gabriel Boric, que venceu as eleições no domingo (19) com cerca de 56% dos votos, tem preocupado a comunidade judaica chilena por sua posição anti-Israel.

Boric, de 35 anos, tomará posse em março de 2022 como o presidente mais jovem do Chile. No entanto, assim como muitos políticos da esquerda latino-americana, ele tem posições progressistas em relação à política externa.

Dois anos atrás, a comunidade judaica chilena o presenteou com um tradicional presente do Rosh Hashaná. Como resposta, Boric disse no Twitter: “A Comunidade Judaica no Chile me enviou um potinho de mel para o Ano Novo Judaico, reafirmando seu compromisso com ‘uma sociedade mais inclusiva, solidária e respeitosa’. Agradeço o gesto, mas eles poderiam sair pedindo a Israel que devolva o território palestino ocupado ilegalmente”.

La Comunidad Judía en Chile me envía un tarrito de miel por el año nuevo judio, reafirmando su compromiso cn “una sociedad más inclusiva, solidaria y respetuosa”. Agradezco el gesto pero podrían partir por pedirle a Israel que devuelva el territorio palestino ilegalmente ocupado. pic.twitter.com/rtb1dt8QRP— Gabriel Boric Font (@gabrielboric) October 2, 2019

Boric já havia apoiado um projeto de lei no Congresso Nacional do Chile pedindo um boicote a bens, serviços e produtos dos assentamentos israelenses.

Além disso, Boric chamou Israel de “Estado assassino” em uma reunião com a comunidade judaica durante sua campanha e assinou uma declaração de apoio à causa palestina, em uma reunião com o líder da comunidade palestina, que tem 350.000 membros no Chile.

Quando questionado durante uma entrevista de TV sobre seus comentários contra Israel, Boric reforçou: “Todos os países que violam o direito internacional, como Israel, China ou Turquia, devem respeitar as normas internacionais. Não importa quanto poder esse país tenha, precisamos de nossa política externa para defender os direitos humanos com todas as suas forças, independentemente do governo”.

Apesar das opiniões de Boric, a escolha entre ele e o candidato de direita, José Antonio Kast, não foi tão fácil quanto pode parecer para os judeus chilenos. Uma notícia afirmando que o pai de Kast era nazista foi publicada uma semana antes das eleições de domingo.

Kast contestou as afirmações de que seu pai era nazista, mas não negou que seu pai serviu na Wehrmacht, o exército da Alemanha nazista.

Judeus no Chile

O Chile é o lar de cerca de meio milhão de imigrantes palestinos, a maioria dos quais são cristãos. A população judaica do país, em comparação, soma cerca de 18.000 pessoas.

O presidente da comunidade chilena em Israel, Gabriel Colodro, disse ao Israel Hayom que “Boric votou a favor de todos os projetos de lei contra Israel, chamou Israel de Estado assassino na televisão pública e apoia consistentemente o boicote a Israel”.

Por outro lado, Colodro reconhece que ele é o presidente eleito do Chile; fato que não só deve ser respeitado, mas apreciado. “Ele será julgado por suas ações, não por suas declarações”, disse Colodro.

“Seus comentários e os acordos que ele fez têm uma natureza antissemita, mas não importa o que ele disse, mas o que ele fará. Há preocupação com a comunidade judaica [no Chile], mas desejamos sucesso a ele”, disse Colodro.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO ISRAEL HAYOM E JERUSALEM POST

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