Número de mortos no Sri Lanka sobe para 359

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Estado Islâmico assumiu a autoria dos ataques e o governo não descarta a possibilidade de novas explosões

Cristãos da Zion Church enterram os familiares, vítimas dos ataques do domingo de Páscoa, no Sri Lanka

Cristãos da Zion Church enterram os familiares, vítimas dos ataques do domingo de Páscoa, no Sri Lanka

No último domingo (21), o Sri Lanka foi surpreendido por ataques terroristas que, até agora, causaram a morte de 359 pessoas. Em um vídeo publicado no site do Estado Islâmico, o grupo extremista assumiu a autoria dos ataques. O vídeo mostra homens de preto clamando lealdade ao grupo National Thowheeth Jama’ath. O ramo do Estado Islâmico no Sri Lanka, liderado pelo pregador extremista Mohammed Zaharan, que é o principal suspeito.

O ministro da Defesa do Sri Lanka também considera a possibilidade de os ataques terem sido uma retaliação pelo bombardeio em Christchurch, na Nova Zelândia, embora isso ainda precise ser confirmado. O jornal The Guardian publicou que houve uma tentativa de ataque a um quarto hotel e que a embaixada da Índia também seria umpossível alvo.

Alguns relatos dão conta de que o serviço de inteligência do Sri Lanka sabia dos ataques de antemão, mas a falta de comunicação e desacordo político fizeram com que o alerta não levasse a nenhuma medida preventiva. O governo do país assumiu a responsabilidade por isso e o presidente Maithripala Sirisena prometeu mudanças na liderança das forças de segurança nas próximas 24 horas.

O primeiro-ministro do Sri Lanka, Wickremesinghe, diz que todos os suspeitos têm alto nível de escolaridade e tinham ligações internacionais porque estudaram no exterior. Ele também disse que alguns suspeitos ainda estão soltos e que podem ter explosivos. O exército foi autorizado a fazer buscas sem mandados no momento.  

A perspectiva dos cristãos perseguidos do Sri Lanka

Os cristãos de várias cidades estão participando de enterros em massa esta semana. O colaborador local da Portas Abertas no Sri Lanka esteve em Batticaloa, onde se localiza a única igreja evangélica das três atingidas pelo ataque. Ele teve a oportunidade de orar com os cristãos locais por cura e proteção para as famílias que perderam entes queridos. “Eu orei pessoalmente por novos e antigos convertidos, para que esses ataques não os desanimem de seguir a Cristo”, diz Sunil*.

Ele também explica que este ano a Páscoa coincidiu com as comemorações de Ano Novo para os povos cingalês e tâmil. Ou seja, era um tempo de celebração tanto para cristãos como não cristãos. Segundo Sunil, a pergunta que todos se fazem é “por que isso aconteceu?”. A princípio todos pensaram que era um ataque de um grupo extremista budista, já que a maior parte da perseguição parte deles. Mas também houve ataques a hotéis, então todos ficaram confusos.

Sunil não sabe como será o próximo domingo para a igreja, se o governo permitirá a realização de cultos, pois ainda há uma constante ameaça de mais ataques. Ele nos pede que oremos para que os cristãos não sejam desencorajados. “Ore para que os cristãos não abandonem a fé por causa desses eventos, mas que a fé deles se fortaleça ainda mais”, pede.

O ataque à Zion Church, em Batticaloa

Segundo os relatos ouvidos por nossos parceiros locais que viajaram a Batticaloa, o homem-bomba estava bem vestido e carregava uma mochila. Ele teria ido primeiro à igreja católica da região, localizada em uma avenida principal. Mas lá, a missa tinha sido na noite anterior. Então ele perguntou a alguém se haveria missas naquele horário [domingo de manhã] e a pessoa lhe informou sobre a Zion Church.

Uma vez na igreja, ele agiu como se estivesse esperando por alguém do lado de fora. Quando alguém lhe abordou, ele disse que estava esperando a mãe doente. Várias pessoas da igreja falaram com ele naquela manhã, mas ele não quis entrar e disse que precisava fazer uma ligação. A explosão aconteceu assim que ele tocou no telefone.

Na hora da explosão, o culto tinha acabado de começar e as crianças estavam saindo da sala da escola dominical para tomar café. Elas foram as principais vítimas fatais. A polícia está presente em todos os funerais e nos cemitérios. As lojas e bancos da cidade foram fechados.

Ajude o Sri Lanka
Diante da dor de nossos irmãos, não podemos ficar indiferentes. Você tem a oportunidade de estender a mão aos cristãos do Sri Lanka. Ao doar para os projetos da Portas Abertas no país, você ajuda a fortalecer a igreja nesse momento tão delicado. Envolva-se.

*Nome alterado por segurança.

Pedidos de oração

  • Ore pelas famílias que perderam seus amados, para que sejam confortadas e sustentadas pelo Senhor. Peça também por recuperação para todos os feridos nos ataques.
  • Clame pela paz e segurança no Sri Lanka, para que não haja mais ataques. Interceda pelo governo, para que seja sábio e ágil em tomar as medidas necessárias.
  • Peça que Deus direcione os colaboradores locais da Portas Abertas para que saibam como avaliar e lidar com essa situação, apoiando os cristãos perseguidos em suas necessidades.

Fonte: Portas Abertas

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