O ESPÍRITO NOS CAPACITA A SER LIVRES E SANTOS

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O ESPÍRITO NOS CAPACITA PARA SER LIVRES E SANTOS

Gálatas 5:13-26

No final de um discurso importante para o Congresso, em 6 de janeiro de 1941, o presidente Franklin Delano Roosevelt falou do mundo que desejava ver depois do fim da guerra. Sua visão incluía quatro liberdades fundamentais das quais todos devem desfrutar: liberdade para falar, liberdade para adorar, liberdade das necessidades e liberdade do medo. Mas o ser humano precisa ser liberto de si mesmo e da tirania de sua natureza pecaminosa.

A Carta aos Gálatas teve um papel fundamental na história da igreja. Ao lado de Romanos, essa missiva é um dos esteios da gloriosa doutrina da justificação pela fé. Foi pela descoberta de seu bendito conteúdo que Lutero deflagrou a Reforma no século 16.

Para Lutero, durante a Reforma, Gálatas foi a fortaleza de onde, entrincheirado, ele combateu a violência e todos os erros da Roma papal. Foi pela leitura do prefácio dessa carta, escrito por Lutero, que João Wesley teve sua genuína experiência de conversão depois de vários anos nas lides da pregação.

Wesley ficou tão empolgado com o comentário de Lutero sobre essa epístola que chegou a dizer que era o principal livro da literatura universal.

Lutero a considerava o melhor dos livros da Bíblia. Essa carta tem sido chamada “o grito de guerra da Reforma”.

Os propósitos da Carta aos Gálatas

Se há controvérsia em torno da data e do destino exatos da Epístola aos Gálatas, o propósito da carta, entretanto, não deixa nenhuma dúvida.

Nessas cidades, os gentios acolhiam o evangelho com alegria, mas os judeus faziam implacável oposição a Paulo e Barnabé (At 13.50; 14.2,4; 14.19).

A Carta aos Gálatas foi escrita com dois principais propósitos em vista: o primeiro foi a defesa do apostolado de Paulo, e o segundo, a defesa do evangelho anunciado por Paulo. Essas duas vertentes estavam estreitamente interligadas. Era impossível atingir uma sem afetar a outra.

O legalismo tem aparência de piedade, mas esconde atrás de suas máscaras uma cara carrancuda e suja. Os falsos mestres travestidos de “ungidos” de Deus, escravizam as consciências fracas, colocam pesados fardos sobre os ombros dos outros, mas eles mesmos se entregam a uma desavergonhada licenciosidade. São hipócritas. São lobos, e não pastores do rebanho.

A Carta aos Gálatas é um tratamento de choque para ‘ uma igreja que está com o pé na estrada da apostasia E o estandarte da liberdade para uma igreja que está colocando o pescoço outra vez na canga da escravidão. Estudar essa epístola é receber um poderoso antídoto contra esses terríveis males que atacaram a igreja ontem e ainda hoje a perturbam.

Neste parágrafo, Paulo explica três ministérios do Espírito Santo que permitem ao cristão desfrutar sua liberdade em Cristo.

1. O ESPÍRITO NOS CAPACITA A CUMPRIR A LEI DO AMOR (GL 5:13-15)

Nossa tendência é ir aos extremos. Um cristão interpreta liberdade como licenciosidade e acredita que pode fazer o que bem entender. Outro, vendo esse erro, vai para o extremo oposto e impõe a Lei sobre todos. É em algum ponto entre a licenciosidade e o legalismo que encontramos a verdadeira liberdade cristã.

Assim, Paulo começa explicando nosso chamado: somos chamados para a liberdade. O cristão é livre – livre da culpa do pecado, pois experimentou o perdão de Deus; livre do castigo do pecado, pois Cristo morreu por ele na cruz. Além disso, por meio do Espírito, é livre do poder do pecado sobre sua vida diária e também é livre da Lei, com seus preceitos e ameaças. Cristo levou sobre si a maldição da Lei e deu cabo de sua tirania de uma vez por todas. Somos “chamados à liberdade”, pois somos “[chamados] na graça de Cristo” (Gl 1:6). A graça e a liberdade andam juntas.

Isso nos leva a um mandamento: “Sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor” {Gl 5:13). A palavra-chave é amor.

Podemos resumir essa verdade da seguinte maneira: liberdade + amor = serviço aos outros liberdade – amor = licenciosidade (escravidão ao pecado)

– Tenho mais um dia de folga esta semana – comentou Carlos com a esposa. – Acho que vou consertar a bicicleta da Diana e levar o Luiz para fazer aquele passeio no museu que ele quer tanto.

– Consertar uma bicicleta e visitar um museu não me parece uma programação muito empolgante para um dia de folga – respondeu a esposa.

– E empolgante para quem ama os filhos! O mais admirável a respeito do amor é que ele substitui todas as leis que Deus já deu. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” resolve todos os problemas de relacionamento (ver Rm 13:8-14).

Se amarmos as pessoas (porque amamos a Cristo), não roubaremos delas, não mentiremos para elas, não as invejaremos nem procuraremos feri-las de maneira alguma. O amor no coração substitui as leis e as ameaças.

Em nível muito mais elevado, o Espírito Santo que habita em nós concede o amor de que precisamos (Rm 5:5; Gl 5:6, 22). Ao que parece, faltava aos cristãos da Galácia justamente esse amor, pois estavam “[mordendo] e [devorando] uns aos outros” (Gl 5:15). Trata-se de uma descrição de animais selvagens atacando-se.

A menos que o Espírito Santo de Deus tenha permissão de encher o coração dos cristãos com o amor de Deus, o egoísmo e a competição tomarão conta da congregação. Nas igrejas da Galácia, os dois extremos – os legalistas e os libertinos – destruíam a comunhão.

O Espírito Santo não trabalha no vácuo. Ele usa a Palavra de Deus, a oração, a adoração e a comunhão dos cristãos para nos edificar em Cristo.

O cristão que passa algum tempo diariamente lendo a Palavra e orando e que se sujeita à obra do Espírito desfrutará liberdade e ajudará a edificar a igreja. Em 2 Coríntios 3, Paulo explica a diferença entre o ministério espiritual da graça e o ministério carnal da Lei.

2. O ESPÍRITO NOS CAPACITA A VENCER A CARNE (GL 5:16-21, 24)

O conflito (w. 16, 17). Assim como Isaque e Ismael, o Espírito e a carne (a velha natureza) encontram-se em conflito. Ao se referir à “carne”, é evidente que Paulo não fala do “corpo”. O corpo humano é neutro, não pecaminoso. Quando o Espírito Santo controla o corpo, andamos no Espírito; mas quando entregamos o corpo ao controle da carne, andamos segundo os desejos (“concupiscência”) da carne. O Espírito e a carne têm desejos diferentes, e é isso o que gera os conflitos.

Esses desejos opostos são ilustrados na Bíblia de várias maneiras. A ovelha, por exemplo, é um animal limpo, que evita a sujeira, enquanto o porco é um animal imundo, que gosta de se revolver na imundície (2 Pe 2:19-22). Depois que a chuva cessou e que a arca se encontrava em terra firme, Noé soltou um corvo, mas a ave não voltou (Gn 8:6, 7). O corvo é uma ave carniceira, portanto deve ter encontrado alimento de sobra. Mas, quando Noé soltou uma pomba (uma ave limpa), ela voltou (Gn 8:8-12). Quando soltou a pomba pela última vez e ela não voltou, Noé soube, ao certo, que ela havia encontrado um lugar limpo para pousar e que, portanto, as águas haviam baixado.

A velha natureza é como o porco e o corvo, sempre procurando algo imundo para se alimentar. Nossa nova natureza é como a ovelha e a pomba, ansiando por aquilo que é limpo e santo. Não é de se admirar que ocorra tamanho conflito dentro da vida do cristão! A pessoa não salva não experimenta essa batalha, pois não tem o Espírito Santo (Rm 8:9).

Convém observar que o cristão não é capaz de vencer a carne simplesmente pela força de vontade: “porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer” (Cl 5:1 7). É justamente desse problema que Paulo trata em Romanos: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto […] Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm 7:15, 19). Paulo não nega que há vitória. Simplesmente ressalta que não se pode alcançá-la com as próprias forças e pela própria vontade.

A conquista (v. 18). A solução não é lutar contra a carne, mas se entregar à vontade do Espírito Santo. Esse versículo significa, literalmente: “Mas se forem voluntariamente conduzidos pelo Espírito, então não estarão debaixo da Lei”. O Espírito Santo escreve a Lei de Deus em nosso coração (Hb 10:14-17; ver 2 Co 3), de modo que desejemos-lhe obedecer em amor. “Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei” (SI 40:8). Ser “guiados pelo Espírito” e “andar no Espírito” são atitudes opostas a se entregar às concupiscências da carne.

A crucificação (vv. 19-21, 24). Em seguida, Paulo apresenta uma relação de algumas das “obras [perversas] da carne”. (Podemos encontrar uma lista semelhante em Mc 7:20-23; Rm 1:29-32; 1 Tm 1:9, 10;

2 Tm 3:2-5) A carne pode gerar o pecado, mas jamais será capaz de produzir a justificação de Deus. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” (Jr 17:9). Esta lista em

Gálatas pode ser dividida em três categorias principais:

Os pecados sensuais (w. 19, 21b). O adultério (traduzido aqui por “prostituição”) é o sexo ilícito entre pessoas casadas; quando o mesmo pecado é cometido entre pessoas solteiras, pode ser chamado de fornicação. A impureza é exatamente isso: uma imundícia da mente e do coração que contamina a pessoa. A pessoa contaminada vê impureza em tudo (ver Tt 1:1 5).

A lascíviarefere-se à devassidão, um apetite libertino e desavergonhado. Como é de conhecimento comum, esses pecados corriam soltos no império romano. As bebedices e glutonarias não necessitam de maiores explicações.

Os pecados supersticiosos (v. 20a). Assim como os pecados citados acima, a idolatria continua existindo hoje e significa simplesmente colocar qualquer outra coisa antes de Deus e das pessoas. Devemos adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas; mas, muitas vezes, usamos as pessoas, amamos somente a nós mesmos e adoramos as coisas, deixando Deus totalmente de fora. Jesus nos diz que sempre servimos ao que adoramos (Mt 4:10). O cristão que se dedica mais a seu carro, a sua casa ou a seu barco do que ao serviço de Cristo corre o risco de estar praticando idolatria (Cl 3:5).

O termo feitiçariasvem do grego pharmakeia, que significa “uso de fármacos”, de onde vem a palavra farmácia. No tempo de Paulo, era comum os mágicos usarem fármacos para provocar efeitos nocivos. Ê evidente que a Bíblia proíbe a magia bem como todas as práticas de ocultismo (Dt 18:9-22).

Os pecados sociais (w. 20b, 21a). Inimizade é o mesmo que “ódio”, atitude mental que provoca e afronta outras pessoas. Essa atitude gera desarmonia que, por sua vez, resulta em contendas. As porfias e ciúmesreferem-se a rivalidades. É triste quando cristãos competem entre si, tentando denegrir a imagem uns dos outros. As iras são axcessos de raiva, e as discórdiasdizem respeito às ambições interesseiras e egoístas que criam divisões na igreja.

Dissensões e facções são termos análogos.

O primeiro sugere divisão, e o segundo, rompimentos causados por um espírito partidário. São resultantes de líderes da igreja que promovem a si mesmos e que insistem que as pessoas os sigam em lugar de seguirem ao Senhor (o termo heresia, em grego, significa “fazer uma escolha”). As invejas indicam rancores e o desejo profundo de ter aquilo que outros têm (ver Pv 14:30).

A pessoa que pratica esses pecados não herdará o reino de Deus. Paulo não fala de um ato pecaminoso, mas sim do hábito de pecar. Existe uma certeza falsa da salvação que não é baseada na Palavra de Deus. O fato de o cristão não estar debaixo da Lei, mas sim da graça, não serve de desculpa para pecar (Rm 6:15). Pelo contrário, a graça deve servir de estímulo para a obediência ao Senhor.

A velha natureza deve ser crucificada (v. 24). Paulo explica que o cristão é identificado com Cristo em sua morte, sepultamento e ressurreição (Rm 6). Cristo não apenas morreu por nós, mas nos morremos com Cristo. Ele morreu por nós para remover o castigo de nosso pecado, mas nós morremos com Cristo para romper o poder do pecado.

Não devemos coisa alguma à carne, mas somos devedores ao Espírito (Rm 8:12-14). É necessário aceitar o que Deus diz sobre a velha natureza sem tentar transformá-la em algo que ela não é. Em Romanos 13:14, o apóstolo diz: “Nada disponhais para a carne”; assim, não devemos alimentar a carne com o que lhe dá prazer.

Não há bem algum na carne (Rm 7:18), de modo que nunca devemos confiar nela (Fp 3:3). A carne está sujeita à Lei de Deus (Rm 8:7) e não pode agradar a Deus (Rm 8:8). Somente por meio do Espírito Santo é que podemos “mortificar” os feitos que a carne usaria nosso corpo para realizar (Rm 8:13). O Espírito Santo não é apenas Espírito de vida (Rm 8:2; Gl 5:25), mas também Espírito de morte: ele ajuda a nos considerarmos mortos para o pecado.

Vimos, até aqui, dois ministérios do Espírito de Deus: ele nos capacita a cumprir a Lei e ele nos capacita a vencer a carne. No entanto, o Espírito ainda tem outro ministério.

3. O ESPÍRITO NOS CAPACITA A PRODUZIR FRUTO (GL 5:22, 23, 25, 26)

Uma coisa é vencer a carne e não praticar a perversidade, outra bem diferente é praticar o bem. Os legalistas podem se gabar de não ser culpados de adultério ou de homicídio (considerar, porém, Mt 5:21-32), mas será que alguém é capaz de vislumbrar as tão belas graças do Espírito em seu caráter? Na vida, a bondade por negação não é suficiente, também é preciso haver qualidades.

O contraste entre obras e frutos é importante. O trabalho de um equipamento industrial pode gerar um produto, mas não há máquina no mundo capaz de produzir um fruto. Os frutos devem crescer da vida e, no caso do cristão, essa vida é do Espírito Santo (Gl 5:25). Quando pensamos em “obras”, o que nos vem à mente é esforço, trabalho, cansaço e labuta; a ideia de “fruto” nos traz à mente beleza, tranquilidade, desenvolvimento da vida. A carne produz “obras mortas” (Hb 9:14), enquanto o Espírito produz fruto vivo. E esse fruto contém a semente de mais fruto ainda (Gn 1:11). O amor gera mais amor! A alegria nos ajuda a produzir mais alegria! Jesus deseja que produzamos: “Fruto […] mais fruto ainda […] muito fruto” (Jo 15:2, 5), pois é assim que o glorificamos. A velha natureza não é capaz de produzir fruto; ele só pode nascer da nova natureza.

O Novo Testamento fala de vários tipos diferentes de “fruto”: pessoas salvas para Cristo (Rm 1:13), a vida de santidade (Rm 6:22), dons concedidos por Deus (Rm 15:26-28), boas obras (Cl 1:10) e louvores (Hb 13:15). O “fruto do Espírito” relacionado nesta passagem refere-se ao caráter (Gl 5:22, 23).

 É importante distinguir o dom do Espírito, que é a salvação (At 2:38; 11:1 7), e os dons do Espírito, que dizem respeito ao serviço (1 Co 12), das graças do Espírito, relacionadas ao caráter cristão.

Infelizmente, costuma-se dar uma ênfase excessiva aos dons, levando os cristãos a negligenciar as graças do Espírito. A construção do caráter cristão deve ter precedência sobre a demonstração de habilidades especiais.

As características que Deus deseja ver em nossa vida podem ser observadas nos nove frutos do Espírito. Paulo começa com o amor, pois, na verdade, todos os outros frutos decorrem do amor.

Convém comparar essas oito qualidades com as características do amor dadas aos coríntios (ver 1 Co 13:4-8). O termo usado para amor, nesse caso, é ágape, que significa “amor divino”. (O termo grego eros quer dizer “amor sensual” e não é usado em parte alguma do Novo Testamento.) Esse amor divino é o dom de Deus para nós (Rm 5:5), e devemos cultivá-lo e orar pedindo que aumente (Fp 1:9).

Quem vive na esfera do amor, experimenta a alegria, a paz e a suficiência interior não afetadas por circunstâncias exteriores (um exemplo é a experiência de Paulo relatada em Fp 4:10-20). Esse “otimismo santo” o faz prosseguir apesar das dificuldades. Juntos, o amor e a alegria produzem paz, “a paz de Deus, que excede todo o entendimento” (Fp 4:7). Essas três primeiras qualidades expressam aspectos da vida cristã referentes a Deus.

As três qualidades seguintes são aspetos da vida cristã que dizem respeito aos outros: longanimidade (perseverar corajosamente sem desistir), benignidade (brandura) e bondade (o amor em ação). O cristão longânimo não se vingará de outros nem desejará dificuldades para seus adversários. Será gentil e manso, mesmo com os mais agressivos, e semeará bondade onde outros semeiam o mal. Nada disso é possível pelas forças da própria natureza humana; trata-se de uma obra que só o Espírito Santo pode realizar.

As três últimas qualidades dizem respeito ao ser interior:

 fidelidade (confiabilidade),

mansidão (o uso correto de poder e autoridade; o poder sob controle)

e domínio próprio (autocontrole).

Mansidão não é o mesmo que fraqueza. Jesus disse: “Sou manso e humilde de coração” (Mt 1 1:29), e Moisés era “mui manso” (Nm 12:3); no entanto, ninguém pode acusar nenhum dos dois de serem fracos.

O cristão manso não se impõe nem usa indevidamente seu poder. Assim como a sabedoria é o uso devido do conhecimento, a mansidão é o uso devido da autoridade e do poder.

A velha natureza é capaz de simular algum fruto do Espírito, mas a carne jamais será capaz de produzir esse fruto.

Uma das diferenças é que, quando o Espírito produz fruto, Deus é glorificado, e o cristão não tem consciência de sua espiritualidade; mas quando é a carne que opera, a pessoa orgulha-se interiormente e se sente realizada com os elogios de outros. O trabalho do Espírito é nos tornar mais semelhantes a Cristo para a glória dele, não para o louvor dos homens.

O cultivo de fruto é importante. Paulo adverte que o fruto precisa do ambiente certo para se desenvolver (Gl 5:25, 26). Assim como determinado fruto na natureza não cresce em todo tipo de clima, também o fruto do Espírito não pode se desenvolver na vida de todos os cristãos ou em todas as igrejas.

O fruto cresce em um clima abençoado com a abundância do Espírito e da Palavra. “Andemos também no Espírito” (Gl 5:25) significa “acompanhemos o passo do Espírito” – sem correr na frente nem ficar para trás.

Para isso, precisamos da Palavra, da oração, da adoração, do louvor e da comunhão com o povo de Deus. Também precisamos “arrancar as ervas daninhas” para que a semente da Palavra crie raízes e dê frutos.

Os judaizantes estavam ansiosos para receber o louvor e “vanglória”, gerando, com isso, competições e divisões. O fruto do Espírito não tem como se desenvolver nesse tipo de ambiente.

Devemos lembrar que esse fruto é produzido para ser consumido, não apenas para ser admirado ou usado como enfeite. As pessoas ao nosso redor estão famintas de amor, alegria, paz e de todas as outras graças do Espírito. Quando encontram esse fruto em nossa vida, percebem que temos algo que lhes falta.

 Não damos fruto para o próprio consumo, mas sim para que outros sejam alimentados e ajudados e para que Cristo seja glorificado.

A carne pode produzir “resultados” que atraem o louvor dos homens, mas não é capaz de produzir fruto que glorifique a Deus. É preciso ter paciência, um ambiente agradável ao Espírito, andar na luz, possuir a semente da Palavra de Deus e ter um desejo sincero de honrar a Cristo.

Em resumo, o segredo é o Espírito Santo. Somente ele pode nos dar a “quinta liberdade” – a liberdade do pecado e do ego. Ele nos permite cumprir a lei do amor, vencer a carne e dar fruto. Estamos dispostos a nos sujeitar ao Espírito e a deixar que opere em nossa vida. Pare e pense!!!

W.W/ Pr. Eli Vieira

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