OBEDIÊNCIA A DEUS: A CHAVE DE TODA BÊNÇÃO 

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Texto: Dt 10:12 – 11:32

As palavras: “Agora, pois, ó Israel” (Dt 10:12) constituem a transição a que Moisés chega ao encerrar essa parte de seu discurso, uma seção em que ele lembra o povo dos motivos para obedecer ao Senhor seu Deus. Não se tratava de um assunto novo, porém, ainda assim, era uma questão importante, e Moisés queria que todos compreendessem a mensagem e que não a esquecessem: A OBEDIÊNCIA POR AMOR AO SENHOR É A CHAVE DE TODA BÊNÇÃO.

Jesus muitas vezes repetiu certas verdades que já havia compartilhado anteriormente, e Paulo escreveu aos filipenses: “A mim, não me desgosta e é segurança para vós outros que eu escreva as mesmas coisas” (Fp 3:1).

Nem todos os ouvintes compreendem a mensagem da primeira vez, e alguns, mesmo que a entendam, podem esquecê-la. Os israelitas não carregavam Bíblias de bolso e tinham de depender de sua memória, de modo que a repetição era um recurso importante. O Deus que age, ensina ao seu povo que a obediência por amor ao Senhor é a chave de toda bênção, POR ISSO FALA AOS SEUS SERVOS:

1-OBEDEÇAM OS MANDAMENTOS DE DEUS (w. 12, 13). A sequência destes cinco verbos é significativa: temer, andar, amar, servir e guardar. O temor do Senhor é a reverência que lhe devemos pelo simples fato de ele ser Senhor. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a vida de fé é comparada a uma caminhada (Ef 4:1, 17; 5:2, 8, 15). Começa com um passo de fé quando confiamos em Cristo e entregamos nossa vida a ele, mas conduz a uma comunhão diária com o Senhor ao andarmos juntos pelo caminho que ele planejou. Essa caminhada cristã envolve progresso e também equilíbrio: fé e obras, solidão e comunhão, separação do mundo e ministério e testemunho para o mundo. A obediência ao Senhor é “para o [nosso] bem” (Dt 10:13), pois quando lhe obedecemos temos comunhão com ele, desfrutamos suas bênçãos e evitamos as consequências trágicas da desobediência.

O elemento central desse conjunto de cinco verbos é o amor, sendo que nessa parte de seu discurso Moisés emprega seis vezes termos relacionados a ele (Dt 10:12, 15, 19; 11:1, 13, 22). É possível temer e amar ao Senhor ao mesmo tempo? Sim, pois a reverência que demonstramos para com ele é uma forma amorosa de respeito que vem do coração. A palavra “coração” aparece cinco vezes nessa parte do discurso de Moisés (Dt 10:12, 16; 11:13, 16, 18), de modo que ele deixou claro que o Senhor quer mais do que obediência externa. Deseja que façamos a vontade dele de coração (Ef 6:6), uma obediência motivada pelo amor que alegra nosso Pai celestial. O amor é o cumprimento da lei (Rm 13:10); portanto, se amarmos a Deus, não será um fardo nem uma batalha lhe servir e guardar seus mandamentos. Esses cinco elementos são como partes de um motor, que devem ficar juntas e trabalhar em conjunto.

2-OBEDEÇAM PELO CARÁTER DE DEUS (VV. 14-22). O equilíbrio entre o temor do Senhor e o amor ao Senhor é resultado de uma compreensão cada vez maior dos atributos de Deus, sendo que esses atributos encontram-se descritos na Bíblia. Ele é o Criador (v. 14): “Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Cl 1:16). Enquanto estavam vivendo no Egito, os israelitas viram o poder do Criador quando ele mandou fogo, granizo, escuridão, rãs, piolhos e até morte, provando que estava no controle de todas as coisas. Ele abriu o mar Vermelho para permitir que Israel fugisse e, depois, fechou as águas para que o exército egípcio não escapasse. Deu água da rocha e pão do céu. Quando o Criador do Universo é seu Pai, por que se preocupar?

Ao olhar para a criação, não ê difícil ver que existe um Deus poderoso e sábio, pois somente um Ser poderoso teria como criar algo do nada e somente um Ser sábio teria como fazê-lo de modo tão completo e maravilhoso e como mantê-lo funcionando em harmonia. Quer você olhe por um telescópio, quer por um microscópio, vai concordar com Isaac Watts:

Do chão que estou a pisar

As noites estreladas,

Para onde volto meu olhar.

Senhor, como tuas maravilhas são demonstradas!

A criação não revela claramente o amor e a graça de Deus, mas vemos esses atributos nas alianças que ele fez com seu povo (Dt 10:15, 16). Deus escolheu Israel porque o amava, e, por causa desse amor, entrou em aliança com ele, a fim de ser seu Deus e de abençoá-lo. O selo dessa aliança era a circuncisão, dada primeiramente a Abraão (Gn 1 7:9-14) e que devia ser realizada em todos os seus descendentes do sexo masculino. A circuncisão era tão importante para os judeus que eles se referiam aos gentios como “incircuncisos” ou “incircuncisão” (Jz 14:3; 1 Sm 1 7:26, 36; At 11:3; Ef 2:11). Contudo, Israel exaltou esse ritual físico a tal ponto que se esqueceu da realidade espiritual de que a circuncisão marcava-os como povo de Deus com privilégios e responsabilidades espirituais. A circuncisão não era uma garantia de que todo judeu iria para o céu (Mt 3:7-12). A menos que houvesse uma transformação interior, realizada por Deus em resposta a sua fé, a pessoa não pertenceria, necessariamente, ao Senhor (ver Dt 30:6), sendo que essa mensagem foi repetida pelos profetas (Jr 4:4; Ez 44:7, 9) e pelo apóstolo Paulo (Rm 4:9-12; ver At 7:51).

Infelizmente, a mesma cegueira espiritual ainda está presente em nosso meio hoje em dia, pois muitas pessoas crêem que o batismo, a profissão de fé, o fato de ser membro da igreja ou de participar da Ceia do Senhor garantem, automaticamente, sua salvação. Por mais importantes que sejam essas coisas, a certeza e o selo da salvação do cristão não estão em uma cerimônia física, mas sim na obra espiritual realizada pelo Espírito Santo no coração (Fp 3:1-10; Cl 2:9-12). A circuncisão dos judeus removia uma pequena parte da carne, mas o Espírito Santo despoja todo o “corpo da carne” e nos faz novas criaturas em Cristo (Cl 2:11). Os judeus do Antigo Testamento sabiam que faziam parte da aliança por causa de uma operação física. Os cristãos do Novo Testamento sabem que fazem parte de uma aliança por causa da presença do Espírito Santo dentro deles (Ef 1:13 e 4:30; Rm 8:9, 16).

O Deus que adoramos e servimos também é santo e justo. “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1 Jo 1:5). Depois de atravessar o mar Vermelho, os israelitas cantaram: “Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em feitos gloriosos?” (Êx 15:11; ver também Sl 22:3 e Is 6:3). O amor de Deus recebe tanta ênfase hoje em dia que nossa tendência é esquecer de que se trata de um amor santo e de que “o nosso Deus é fogo consumidor” (Hb 12:29). Por ser santo, tudo o que Deus faz é justo, pois para Deus é impossível pecar. As pessoas podem acusá- lo de ser injusto quando as coisas não acontecem da forma como esperavam, mas um Deus santo não pode cometer injustiça alguma. Sua conduta é imparcial, e ele não pode ser subornado por nossas promessas ou boas obras. Deus tem um cuidado especial com os desamparados, especialmente as viúvas, os órfãos e os estrangeiros sem lar (Dt 27:19; Êx 22:21-24; 23:9; Lv 19:33; Sl 94:6; Is 10:2). Deus cuidou dos israelitas quando eram estrangeiros no Egito e esperava que eles cuidassem de outros estrangeiros quando Israel estivesse assentado em sua própria terra.

3-OBEDEÇAM PELO CUIDADO DE DEUS (10:21 – 11:7). As palavras “o que fez” ou semelhantes são usadas seis vezes nesse parágrafo, pois a ênfase é sobre os feitos poderosos de Deus em favor de seu povo, Israel, “a grandeza do Senhor , a sua poderosa mão e o seu braço estendido” (Dt 11:2). O que Deus fez por Israel?

Em primeiro lugar, quando eram escravos no Egito, Deus cuidou deles e multiplicou-os grandemente. Jacó e sua família fizeram sua jornada para o Egito, a fim de se juntarem a José (Gn 46), e setenta pessoas transformaram-se numa nação poderosa de cerca de dois milhões. Sem dúvida, Deus cumpriu a promessa que havia feito a Abraão de multiplicar sua descendência como as estrelas do céu e como o pó da terra (Gn 13:14-16; 15:5; 22:17; 26:4). Quando os israelitas estavam no Egito, viram o grande poder de Deus em ação contra o Faraó e contra a nação, quando Deus enviou sucessivos juízos que finalmente levaram à libertação de Israel. O poder de Deus não apenas devastou a terra e destruiu o exército do Faraó, como também demonstrou que Jeová era o Deus verdadeiro e que todos os deuses e deusas do Egito não passavam de ídolos parvos e impotentes. Uma vez que Israel se assentasse na terra, comemoraria a Páscoa todos os anos e se recordaria do que o Senhor havia feito por eles.

Moisés também lembrou a nova geração de que Deus havia cuidado deles durante o tempo em que vagaram pelo deserto, mas mencionou apenas um acontecimento específico: o julgamento de Deus sobre Datã e Abirão (Dt 11:5, 6; Nm 16; Jz 11). Um levita chamado Corá conseguiu o apoio de Datã, Abirão e de mais duzentos e cinquenta líderes para desafiar a autoridade de Moisés, pois Corá desejava que os levitas tivessem o privilégio de servir como sacerdotes. Isso era contra a vontade de Deus, de modo que Moisés e Arão entregaram a questão nas mãos do Senhor. Deus abriu a terra, que tragou os três rebeldes, e, então, o Senhor enviou fogo para destruir os duzentos e cinquenta líderes das tribos.

 Era importante que essa nova geração aprendesse a respeitar os líderes de Deus e a obedecer aos mandamentos do Senhor com relação ao sacerdócio. Ainda hoje, indivíduos arrogantes que desejam promover-se e ser “importantes” na igreja devem ter cuidado com a disciplina e o juízo de Deus (At 5:1-11; 1 Co 3:9-23; Hb 13:17; 2 Jo 9-12).

4- OBEDEÇAM PELAS PROMESSAS DA ALIANÇA DE DEUS (W. 8-25). A palavra-chave desta parte do discurso é “terra” e aparece pelo menos doze vezes, referindo-se à terra de Canaã que Deus havia prometido a Abraão e a seus descendentes quando entrou em aliança com ele (Gn 13:14-1 7; 15:7-21; 1 7:8; 28:13; 5:12; Êx 3:8). Canaã não era apenas a Terra Prometida pelo fato de Deus haver garantido a posse daquele território a Israel, mas era também a “terra das promessas”, pois naquele lugar Deus cumpriria muitas de suas promessas relacionadas a sua grande dádiva da salvação para o mundo todo. A terra de Israel serviria de palco em que se desenrolaria o grande drama da redenção. Lá o Salvador nasceria e viveria; lá morreria pelos pecados do mundo. Seria ressuscitado dos mortos e voltaria ao céu, e para seu povo nascido de novo naquela terra, ele enviaria a dádiva do Espírito Santo. A partir daquela terra, seu povo se espalharia para todo o mundo e transmitiria a mensagem da salvação.

Se Israel desejava possuir a terra, permanecer nela e desfrutá-la, deveria obedecer aos mandamentos de Deus, pois toda a terra de Israel pertence ao Senhor (Lv 25:2, 23, 38). Somente ele poderia abrir o rio Jordão para que Israel entrasse na terra, e somente ele poderia dar aos israelitas a vitória sobre as nações que já ocupavam Canaã. Essas nações eram mais fortes que Israel, e o povo vivia em cidades muradas. Contudo, mesmo depois que Israel entrasse em Canaã e que conquistasse a terra, não permaneceria lá nem desfrutaria sua herança se deixasse de ouvir a Palavra de Deus e de lhe obedecer. O mesmo princípio aplica-se aos cristãos de hoje: em Cristo temos “toda sorte de bênção espiritual” (Ef 1:3), mas não podemos nos apropriar delas nem desfrutá-las a menos que creiamos nas promessas de Deus e que obedeçamos a seus mandamentos.

A Terra Prometida era uma “terra de leite e mel”, mas se as chuvas não viessem nas devidas estações do ano, nada cresceria, e o povo morreria de fome; e somente Deus pode mandar a chuva. Baal era o deus cananeu da tempestade e, ao longo de sua história, em várias ocasiões, os israelitas buscaram a ajuda desse falso deus, e o Senhor teve de castigá-los. O encontro dramático de Elias com os sacerdotes de Baal no monte Carmelo provou que o Senhor Jeová era o verdadeiro Deus vivo (1 Rs 18:16ss). Diferentemente da terra do Egito, que dependia da irrigação do rio Nilo, a terra de Israel recebia as águas vivificadoras das chuvas enviadas pelo Senhor. Em diversos momentos da história de Israel, o Senhor reteve as chuvas e disciplinou seu povo até que confessassem seus pecados e voltassem para ele (Dt 28:23, 24; 2 Cr 7:12-14). Deus guardaria a terra e cuidaria dela e de seus habitantes (Dt 11:12). Se a nação de Israel temesse a Deus, o amasse e lhe obedecesse, ele enviaria as colheitas de grãos em seu devido tempo e daria alimento ao povo e aos rebanhos. Deus não estava “comprando” a obediência deles, mas sim recompensando sua fé e ensinando-lhes sobre as alegrias de conhecer e de servir ao Senhor.

O problema não era Deus nem a terra, mas sim o coração do povo. “Guardai-vos não suceda que o vosso coração se engane” (11:16). Se o povo abandonasse a adoração a Jeová, a ira do Senhor se acenderia, e ele mandaria sua disciplina. Se a idolatria contaminasse a terra, Deus teria de removê-los dela e de purificá-la, e foi o que fez quando enviou os judeus para o cativeiro na Babilônia. O instrumento mais eficaz para deter a idolatria era a Palavra de Deus (vv. 18-21; ver Dt 6:6-9), o tesouro que Deus deu a Israel e a nenhuma outra nação. Essa Palavra deveria governar a vida do povo e ser o assunto de suas conversas. Como vimos anteriormente, os judeus entenderam esse mandamento literalmente e fizeram filactérios para o braço e a testa, bem como mezuzás para as casas, mas não deixaram que a Palavra de Deus penetrasse em seu coração.

Os cristãos de hoje enfrentam o mesmo perigo. É muito mais fácil usar uma cruz de ouro no pescoço do que carregar a cruz de Cristo na vida diária, e pendurar um texto das Escrituras na parede de nossa casa é mais simples do que guardar a Palavra de Deus em nosso coração. Se amamos o Senhor e se nos apegamos a ele, vamos ansiar conhecer mais de sua Palavra e lhe obedecer em todas as áreas de nossa vida.

De que maneira nos apropriamos das bênçãos de Deus? Ao dar um passo de fé (Dt 11:24, 25). Foi isso o que Deus ordenou a Abraão (Gn 13:17), bem como a Josué (Js 1:3). Essa foi a promessa da qual Calebe se apropriou quando pediu sua herança na terra prometida (Js 14:6-15) e essa é a promessa da qual todos os cristãos devem se apropriar se esperam desfrutar as bênçãos que Deus tem para eles. Você não “toma posse da terra” ao estudar o mapa e sonhar com a conquista. Você toma posse ao dar um passo de fé, crer na Palavra de Deus e depender da fidelidade do Senhor. J. Hudson Taylor, fundador da China Inland Mission [Missão para o Interior da China], hoje chamada Overseas Missionary Fellowship, disse: “Como fazer para que a fé se fortaleça? Não lutando por ela, mas, sim, descansando sobre aquele que é fiel”.

 CONCLUSÃO:( 26-32).

A conclusão era que o povo precisava escolher se iria obedecer a Deus e desfrutar suas bênçãos ou se iria desobedecer-lhe e sofrer sua disciplina. Tinham opção de desfrutar a terra, de suportar o castigo na terra (Livro de Juizes) ou de ser expulsos da terra (cativeiro na Babilônia). Seria de se esperar que a escolha fosse fácil, pois quem iria querer a disciplina do Senhor?

Moisés tinha em mente duas situações quando deu essa advertência. A primeira referia-se à nação diante dele naquele dia (Dt 11:26-28) e a segunda dizia respeito à nação depois de ter entrado em Canaã (vv. 29, 30).

Suas vitórias no futuro dependiam de suas decisões no presente, da determinação em seu coração de amar ao Senhor e de obedecer à sua Palavra. Logo estariam num campo de batalha, e somente a ajuda do Senhor lhes daria a vitória sobre o inimigo.

A oferta era simples: se obedecessem ao Senhor, ele os abençoaria; se desobedecessem, ele os disciplinaria. Depois que os israelitas entrassem na terra e começassem a conquistá-la, deveriam realizar uma cerimônia especial em Siquém, localizada entre o monte Gerizim e o monte Ebal (os detalhes são apresentados em Dt 27 – 28 e a realização da cerimônia em Js 8:30-35). Josué devia escrever as palavras da lei em algumas pedras grandes caiadas e, também, construir um altar. Ebal seria o “monte das maldições” e Gerizim seria o “monte das bênçãos”. As tribos sobre o monte Gerizim seriam Simeão, Levi, Judá, Issacar, José (Efraim e Manassés) e Benjamim, e as demais tribos deveriam reunir-se no monte Ebal.

No vale entre as duas montanhas, Josué, os sacerdotes, os levitas e os líderes das tribos ficariam com a arca da aliança, e daquele lugar os levitas recitariam em voz alta para todo o povo as maldições e as bênçãos. Depois de cada maldição proferida, o povo no alto do monte Ebal deveria dizer “Amém”, que significa: “Assim seja – nós concordamos!” Depois da leitura de cada bênção, as tribos no monte Gerizim deveriam gritar “Amém!”.

No altar do monte Ebal, os sacerdotes ofereceriam holocaustos simbolizando a consagração a Deus, e ofertas pacíficas simbolizando a comunhão com Deus, e comeriam “diante do Senhor” desfrutando uma refeição de aliança. Essa cerimônia importante seria uma reafirmação da aliança que Israel já havia aceitado no monte Sinai e que havia ouvido, pela segunda vez, nas campinas de Moabe no discurso de despedida de Moisés.

Em termos espirituais, os cristãos de hoje se encontram entre dois montes: o Calvário, onde Jesus morreu por nós, e o monte das Oliveiras, para o qual um dia Jesus irá voltar (Zc 14:4; At 1:11, 12). Porém, Deus não escreveu a lei da antiga aliança em pedras nem nos advertiu sobre suas maldições. Antes, ele escreveu sua nova aliança em nosso coração e nos abençoou em Jesus Cristo (2 Co 3:1-3; Hb 8; Ef 1:3). “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1). No entanto, o fato de nós, como cristãos, estarmos sob a graça e não sob a lei não significa que temos permissão para pecar (Rm 6:1-14).

As dispensações de Deus podem mudar, mas seus princípios são sempre os mesmos, e um desses princípios é que Deus nos abençoa quando obedecemos e nos disciplina quando desobedecemos. Ao caminhar no poder do Espírito, superamos os desejos da carne, a retidão de Deus se cumpre em nós (Rm 8:4) e nunca ouvimos as vozes do monte Ebal.

Ad. e P. Eli Vieira

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