País de maioria conservadora, Polônia proíbe quase totalmente o aborto

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O aborto emergiu como uma das questões mais polêmicas desde que o Partido Nacionalista (PiS) assumiu o poder em 2015.

Ativistas antiaborto protestam em frente ao Tribunal Constitucional da Polônia, em Varsóvia. (Foto: Reprodução / Voice Of America)
Ativistas antiaborto protestam em frente ao Tribunal Constitucional da Polônia, em Varsóvia. (Foto: Reprodução / Voice Of America)

O governo da Polônia colocou em vigor na quarta-feira (27) uma decisão do Tribunal Constitucional proibindo a interrupção da gravidez de fetos com má-formações, ampliando as políticas conservadoras cada vez mais enraizadas em um dos países católicos mais devotos da Europa.

A proibição foi definida, mesmo após a decisão de 22 de outubro passado ter causado semanas de protestos massivos no país, forçando o governo nacionalista do partido Lei e Justiça (PiS) a atrasar sua implementação.

Na mesma ocasião, ativistas antiaborto protestaram em frente ao Tribunal Constitucional da Polônia, em Varsóvia, Polônia. Eles levantavam placas com a inscrição “Sim à Vida”.

Pequenos grupos de manifestantes se reuniram na noite de quarta-feira após o anúncio que o PiS daria o passo oficial para fazer cumprir a decisão em breve.

aborto emergiu como uma das questões mais polêmicas desde que o PiS assumiu o poder em 2015, prometendo aos poloneses mais pobres, mais velhos e menos educados um retorno a uma sociedade tradicional misturada com políticas de bem-estar generosas.

O veredicto do tribunal foi publicado no diário oficial do país na noite de quarta-feira.

Contrários à decisão

“Esta decisão idiota não impedirá o aborto”, disse Cezary Jasinski, um estudante de 23 anos, em frente ao prédio do Tribunal Constitucional no centro de Varsóvia. “Mas para cada mulher que sentir dor por causa dessa decisão, ou que seja forçada a dar à luz uma criança com Síndrome de Down, eles (os juízes) serão os culpados.”

Os protestos no ano passado rapidamente se transformaram em uma demonstração generalizada de raiva contra o governo, especialmente entre os jovens, sugerindo que o PiS pode enfrentar o desafio de novos eleitores nos próximos anos.

Na quarta-feira, as autoridades disseram que o governo agora se concentrará em ajudar os pais de crianças deficientes, embora o PiS, assim como seus antecessores centristas foram acusados pelos críticos de não fazer o suficiente a esse respeito.

A favor da decisão

“O estado não pode mais tirar uma vida só porque alguém está doente, incapacitado ou com problemas de saúde”, disse o legislador do PiS, Bartlomiej Wroblewski.

O partido nega as críticas da aceitação de que teve influenciado o Tribunal Constitucional – um dos órgãos judiciais que o PiS alterado durante as reformas que, segundo a União Europeia, politizaram os tribunais.

“Nenhum governo defensor das leis respeita esta decisão”, disse a repórteres Borys Budka, líder do maior partido de acordo com a Polônia, o centrista Plataforma Cívica.

O acesso ao aborto diminuiu mesmo sem restrições legislativas, já que mais médicos se recusam a realizá-los por motivos religiosos e muitas mulheres buscam o aborto no exterior.

De acordo com as novas regras, os abortos serão permitidas apenas em casos de estupro e incesto e quando a vida ou a saúde da mãe estiver em perigo. Médicos que realizam abortos ilegais na Polônia podem ser presos.

Em justificativa publicada na quarta-feira, o tribunal deixou em aberto a possibilidade de o Parlamento regular surgido na lei.

Marek Suski, um legislador do PiS, disse que o partido considerado a introdução de novas regras que permitir que as deformidades fetais mais extremas foram excluídas da proibição. Mas analistas dizem que seria difícil alcançar o consenso entre o PiS e seus aliados conservadores no governo.

“Nos casos em que o feto não tem um sangue ou não tem chance de viver fora do útero, deve haver uma escolha. Vamos trabalhar nisso”, disse Suski a uma rádio pública.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA CNN BRASIL

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Pastor Eli Vieira é casado com Maria Goerretti e pai de Eli Neto. Responsável pelo site Agreste Presbiteriano, Bacharel em Teologia, Pós-Graduado em Missiologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, Recife-PE e cursando Psicologia na UNINASSAU. Exerce o seu ministério pastoral na Igreja Presbiteriana do Brasil desde o ano 1997 ajudando as pessoas a encontrarem esperança e salvação por meio de Jesus Cristo. Desde a sua infância serve ao Senhor, sendo educado por seus pais aos pés do Senhor Jesus que me libertou e salvou para sua honra e glória.

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