Pastor e membro da igreja são torturados e afogados por evangelizar muçulmanos em Uganda

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Organizações cristãos denunciam aumento de perseguição a cristãos na África. (Foto: Reprodução/ Portas Abertas)

O pastor Kyakulaga, que liderava a congregação da Igreja de Cristo na região, deixou esposa e dois filhos, de 2 e 4 anos.

O que parecia ser uma estratégia eficaz para levar o evangelho aos muçulmanos nas margens do Lago Nakuwa, parte do Lago Kyoga, acabou em tragédia.

Os cristãos da aldeia de Namuseru cruzavam o lago para ir pescar e, conforme interagiam com os muçulmanos perto da aldeia de Lugonyola, se tornavam ‘pescadores de homens’, convidando-os para reuniões evangelísticas ali.

Com o tempo, os muçulmanos linha-dura começaram a alertar os cristãos para pararem de evangelizar na área, disseram as fontes ao Morning Star News.

O último aviso aconteceu em 21 de junho, um dia antes de muçulmanos radicais da aldeia de Lugonyola espancarem e afogarem o pastor Peter Kyakulaga, de 25 anos, e o membro da igreja de 22 anos Tuule Mumbya no lago, disse um dos parentes do pastor.

“Descobrimos que sua missão não é pescar, mas realizar reuniões cristãs e depois converter os muçulmanos ao cristianismo”, disse um dos muçulmanos aos cristãos em 21 de junho, segundo o parente. “Não vamos encarar essa sua missão levianamente. Este é o nosso último aviso para você.”

David Nabyoma, presidente do conselho local da vila de Namuseru, disse que amigos cristãos bateram em sua porta às 22 horas (hora local) na noite de 22 de junho.

“Eles estavam pedindo ajuda, dizendo que muçulmanos de Lugonyola invadiram a área ao redor do lago e vários cristãos ficaram feridos, incluindo meu filho”, disse Nabyoma, membro da Igreja de Uganda, ao Morning Star News.

“Imediatamente corremos para o local do incidente com vários cristãos. Alugamos quatro barcos e dirigimos até o lago e descobrimos que dois dos cristãos foram espancados e se afogaram no lago, morrendo instantaneamente”, contou.

Vidas perdidas

O pastor Kyakulaga, que liderava a congregação da Igreja de Cristo na área, deixou esposa e dois filhos, de 2 e 4 anos. O membro da igreja Mumbya deixou esposa e filho de 2 anos.

Os cristãos se reuniram na aldeia de Namuseru na manhã de 23 de junho para planejar retaliação, mas as autoridades locais falaram com eles, chamaram a polícia e esfriaram as tensões, disseram as fontes.

A polícia chegou ao lago e prendeu três suspeitos. Os policiais os identificaram como Sharifu Ngugo, Hassan Mwidu Gulumaire e Jafari Kadisi da vila de Lugonyola e os levaram para a delegacia central de Kaliro, disse uma fonte.

Policiais e pescadores vasculharam o lago e encontraram os corpos naquele dia, 23 de junho, disse ele.

Vários funcionários do governo, incluindo o comandante da polícia distrital, o comissário distrital residente e outros líderes locais condenaram as mortes, disse a fonte. Os líderes da igreja imploraram aos cristãos que se abstivessem de retaliar e orar.

Centenas de cristãos, incluindo muitos líderes de igrejas anglicanas, pentecostais, católicas e outras denominações, compareceram a um funeral para os dois cristãos assassinados em 24 de junho na vila de Namuseru.

Os assassinatos foram os mais recentes de muitos casos de perseguição de cristãos em Uganda documentados pelo Morning Star News.

A constituição de Uganda e outras leis preveem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e converter de uma fé para outra.

Os muçulmanos representam não mais que 12 por cento da população de Uganda, com altas concentrações nas áreas orientais do país.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO MORNING STAR NEWS

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