Pastor visita igreja no Marrocos após pior terremoto no país: ‘Estão em oração’

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Église Évangelique Au Maroc Paroisse de Marrakech. (Foto: Reprodução/Cvandaag)

Após visita em igreja evangélica marroquina, Jurjen de Groot deu um panorama sobre comunidade cristã local.

Jurjen de Groot, diretor da Igreja Protestante dos Países Baixos (Igreja Reformada Holandesa), visitou uma igreja evangélica no Marrocos, após o terremoto que atingiu o país na sexta-feira (08), com uma magnitude de 6,8, segundo os serviços geológicos norte-americanos.

O tremor, um dos mais destrutivos no mundo nos últimos anos, aconteceu nas montanhas do Atlas, a 80 quilômetros da cidade de Marraquexe.

Até o momento desta matéria, 2.860 pessoas morreram, principalmente nas aldeias montanhosas.

O pastor Jurjen, que também é diretor da Kerk in Actie (‘Igreja em Ação’, em tradução livre), uma organização holandesa que se dedica a atividades de caridade e ajuda humanitária, estava no Marrocos na ocasião da tragédia.

Jurjen visitou uma igreja em Marraquexe e descreveu o que encontrou:

“Quando cheguei lá na sexta-feira à noite, eles estavam apenas tendo uma reunião de oração. Duzentas pessoas oraram lá a noite toda.”

Muitos não sabem que existem igrejas em Marrocos. No entanto, a igreja evangélica foi fundada no país em 1907, diz o pastor.

Jurjen conversou com o pastor Thierry Nizigiyimana, que lidera uma delas.

“Esta igreja foi fechada depois que os franceses se retiraram de Marrocos. Mas como muitos estudantes e também migrantes de países africanos vêm para cá, uma igreja foi estabelecida novamente em 1990.”

Pastor Jurjen de Groot e sua esposa. (Foto: EOL)

Igrejas dependem de apoio de organizações cristãs

Atualmente, existem doze igrejas evangélicas com um total de 3.000 membros, incluindo esta igreja em Marraquexe, que é apoiada pela organização “Kerk in Actie” em sua formação teológica e no trabalho diaconal.

Jurjen conta que há muitas dificuldades para a igreja no Marrocos, embora não exista proibições:

“Vi que eles estavam recolhendo caixas para distribuir alimentos. Mas não é permitido fazer nada sem consultar o governo marroquino. É por isso que eles não podem tomar medidas imediatas.”

Essa realidade faz com que os cristãos precisem de apoio, como o oferecido pela Kerk in Actie, diz o pastor.

“A Kerk in Actie irá apoiá-los com uma contribuição extra para ajuda de emergência” nesta situação pós-terremoto, explica Jurjen.

Bênçãos como Igreja

Jurjen falou sobre suas bênçãos como igreja aos cristãos marroquinos:

“Precisamente porque tantas culturas se reúnem aqui, eles não se preocupam com a tradição. Todos são bem-vindos. É realmente uma questão de essência: em que acreditamos? Não evangelizam, mas são testemunhas vivas. Como resultado, eles têm muito impacto.”

O Pastor Nizigiyimana explicou sobre suas reais preocupação:

“Nossa igreja aqui consiste principalmente de estudantes. Todo aluno já está passando por momentos difíceis e só pode contribuir com um pouco do que tem. Portanto, é um desafio para nós sobrevivermos financeiramente. E muitos estudantes vêm e vão, por isso é difícil construir uma comunidade.”

Controle governamental

Jurjen de Groot conclui dizendo que “as igrejas são legalmente permitidas em Marrocos, mas há controle”.

“Todos que entram e saem da igreja são monitorados. Dizem que é para proteção, mas é por isso que poucos marroquinos vão à igreja. Então esse é o contexto em que eles são igreja”.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CVANDAAG

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