Vivendo no Mundo sem Ser deste Mundo.

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1João 2:15-17

Nosso amor não deve estar no mundo.

Percebemos que cada um de nós possui um mundo distinto e pessoal. Alguns vivem num mundo gigantesco, outros num mundo pequeno e humilde. As pessoas se prendem a quantidade de bens que alguém possui e no seu grau de relacionamento, para então classificarem seu mundo. É o mundo dos negócios, dos amores, das viagens, do “glamour”, e da fama.

Os destinatários desta carta são os “filhinhos” do autor, dos quais a vida espiritual ele conhece muito bem. João exibe terno cuidado por seus leitores. Sua intenção é proteger e firmar a fé na vida cristã. O tema central da carta é: Deus é vida, luz e amor perfeitos.

Não devemos amar o que é do mundo (v.15)

João faz uma descrição do mundo e dirige instruções firmes sobre a atitude dos cristãos para com o mundo: “Não ameis o mundo” – é uma ordem! João sabe que as tentações não tiveram fim, mesmo com o perdão dos pecados, a comunhão de Deus e a vitória sobre o maligno. As tentações permanecem, e elas estão nas “cousas que há no mundo”. Mas o que é o mundo? Nesta carta esta não é a 1ª vez que João usa a palavra mundo, mas só nestes três versos ele usa seis vezes. Pode significar o “Universo” (Jo.1:10); pode ser “Vida na terra” (Jo.3:16,17); mas normalmente João se refere a “Vida humana à parte de Deus”. Muitos vivem confusos quando relacionam este verso com: Jo.3:16. João fala de mundos opostos. 1º) “mundo” como pessoas (esse deve ser amado); 2º) “mundo” como um sistema mal no seu domínio (não deve ser amado). Um fala sobre salvar o pecador (Jo.3:16); o outro em “fazer parte do pecado que há no mundo” (v.15). O cristão deve amar a Deus (2:5); amar a seu irmão (2:10); mas, não amar o mundo (v.15).

As ofertas do mundo não procedem do Pai (v.16)

Alguns vivem e são absorvidos pelos interesses do mundo, esses rejeitam a Cristo. Tiago diz: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (4:4). João diz que quem “é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo.5:4). O que procede do mundo é próprio do mundo (Jo.17:15,16). O mundo fascina as pessoas com suas ofertas. João as seleciona como: “a concupiscência da carne (1Sm.11:2), a concupiscência dos olhos (Lc.11:34) e a soberba da vida (vaidade e arrogância)” – as marcas de uma vida alheia a Deus.

Tudo que é do mundo passa (v.17)

Temos motivos de sobra para não amarmos as coisas do mundo. Vivemos hoje numa era condenada. As trevas estão cada vez mais densas, os homens cada vez mais mundanos passando junto com o mundo (“o mundo inteiro jaz no maligno” 5:19). João diz que só uma classe de homens permanecerá: “aquele, porém, que faz a vontade de Deus”. O apóstolo amado conclui afirmando que os que estão religados ao Senhor, permanecem com ele, e permanecem eternamente.

Conclusão:

Na Bíblia a palavra “mundo” geralmente significa mundo criado (rios, montes, relvas, vida), mas o mundo referido à Igreja é o mundo dos homens que não conhecem a Deus. E nós somos enviados a este mundo que está no mundo: Vivendo no mundo sem ser deste mundo.

Minha oração é para que estejamos cientes de que vivemos no mundo, todavia que não sejamos tragados pelas cousas do mundo; para Não amarmos o que é do mundo, não acatarmos as ofertas do mundo, porque tudo que é do mundo passa, pois, não procedem do Pai. Mas que façamos a vontade de Deus para permanecermos eternamente com Ele.

Assim diz o Senhor.

Sobre o autor:
Rev. Jadson Azevedo da Cunha, casado com Nilena Ratis Cavalcanti da Cunha, pai de Luísa e Vitória.Pastor da Igreja Presbiteriana Ebenézer, Bom Conselho-PE e professor do IBN, Garanhuns-PE.

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