Revolução do Egito completa 69 anos, mas intolerância religiosa continua

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Os direitos dos cristãos são defendidos pela lei, mas na prática, os ataques violentos são recorrentes

Apesar das mudanças políticas, os cristãos são tratados como cidadãos de segunda classe

No dia 23 de julho, celebrou-se o Dia da Revolução do Egito. Há 69 anos, o rei Faruk foi deposto e um grupo de soldados chamados “oficiais livres” assumiram o poder com a proposta de modernizar e recuperar a economia do país. 

Nesse governo, os militares promoveram ações como a extinção dos partidos políticos, a industrialização e o combate ao fundamentalismo islâmico. No entanto, Hosni Mubarak iniciou uma ditadura de 30 anos pouco depois. O ditador foi deposto em 2011 e, após instabilidades políticas, Abdel Fattah Al-Sisi assumiu a presidência e governa o Egito com autoritarismo.  

Apesar do discurso de defesa da liberdade religiosa da nova gestão, na prática, o preconceito contra os cristãos e o extremismo islâmico se mantiveram. O Egito ocupa o 20º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2022, por ser um local onde há muitos ataques violentos e pressão aos cristãos, especialmente os de origem muçulmana. 


Como a perseguição atinge os cristãos egípcios?
 

Parte dos grupos extremistas islâmicos agem nas áreas rurais do Egito, onde têm maior controle e influência sobre as comunidades e conseguem agir impunemente. Em junho deste ano, por exemplo, três cristãos foram mortos em ataques em série e os responsáveis não foram presos. 

As mulheres cristãs também são vulneráveis à perseguição. Assédio e conversão forçada por meio do casamento com muçulmanos são alguns dos desafios que elas enfrentam. No começo de julho, compartilhamos a história de uma cristã cujo marido se converteu ao islamismo e queria obrigá-la a seguir a mesma fé que ele.  

Os templos e prédios das igrejas também são atingidos pela perseguição no Egito. Através de leis, o governo dificulta a regularização dos templos e proíbe a construção de novas igrejas. O Egito foi endereço de grandes momentos históricos da Bíblia e de igrejas históricas, hoje o país dificulta a existência e a permanência dos cristãos e das igrejas locais. 


Mantenha igrejas históricas vivas 

No Egito e no Oriente Médio estão localizadas as primeiras igrejas cristãs do mundo que marcaram os primeiros anos do cristianismo. Elas correm risco de desaparecer por causa da pressão dos governantes e da sociedade contra elas. Sua doação ajuda a fortalecer a liderança da igreja e prepara seus membros para serem atuantes na sociedade.  

Fonte: Portas Abertas

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Pastor Eli Vieira é casado com Maria Goretti e pai de Eli Neto. Responsável pelo site Agreste Presbiteriano, Bacharel em Teologia, Pós-Graduado em Missiologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, Recife-PE e cursando Psicologia na UNINASSAU. Exerce o seu ministério pastoral na Igreja Presbiteriana do Brasil desde o ano 1997 ajudando as pessoas a encontrarem esperança e salvação por meio de Jesus Cristo. Desde a sua infância serve ao Senhor, sendo educado por seus pais aos pés do Senhor Jesus que me libertou e salvou para sua honra e glória.

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