Deltan Dallagnol é criticado após afirmar que ‘ora e jejua’ pelo fim da corrupção

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Os críticos de Deltan afirmaram que o procurador está ‘misturando justiça, política e religião’.

Deltan Dallagnol é coordenador da força-tarefa da operação Lava Jato no Ministério Público. (Foto: Jovem Pan)
Deltan Dallagnol é coordenador da força-tarefa da operação Lava Jato no Ministério Público. (Foto: Jovem Pan)

Na próxima quarta-feira, a Operação Lava Jato terá um de seus dias mais importantes: o julgamento do ex-presidente Lula. Porém o procurador Deltan Dallagnol foi duramente criticado ao afirmar que nesta mesma data estará em jejum e oração pelo fim da corrupção no país.

Segundo o procurador, caso Lula seja inocentado, isso significará uma derrota para a Justiça do país e uma vitória para para a maioria dos corruptos do Brasil.

“4ª feira é o dia D da luta contra a corrupção na #LavaJato. Uma derrota significará que a maior parte dos corruptos de diferentes partidos, por todo país, jamais serão responsabilizados, na Lava Jato e além. O cenário não é bom. Estarei em jejum, oração e torcendo pelo país”, afirmou Dallagnol em um publicação no seu perfil oficial do Twitter, no último domingo (1).

Muitas das reações não foram positivas e diversos usuários – muitos aparentemente favoráveis ao ex-presidente Lula – criticaram o procurador nas redes sociais.

“Você é ridículo!! Jejum e oração para prisão de uma pessoa??? Isso já virou doença! O fascismo começa assim!”, comentou uma usuária.

“Sou católica! A minha fé independe do que acho que é correto em relação ao que está escrito na CF! Não se pode atropelar a lei a favor ou contra os meus adversários! O ativismo judicial está levando o Brasil para o buraco!”, disse outra internauta.

Outra usuária chegou a citar um versículo bíblico fora de contexto para chamar Deltan Dallagnol de “fariseu”.

“Precisa vir no twitter contar q tá em jejum, fariseu? ‘E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão’. Mateus 6:16-18”, destacou.

“Se tinha dúvidas sobre a tendenciosa justiça, agora não tenho mais. Só espero q a maioria do STF tenha vergonha na cara( q lhe falta), e venha deferir o HC. Sou Cristão e lhe aconselho; Mais Constituição e menos Religião!!”, comentou outro usuário.

A declaração de Deltan chegou a ser criticada pelo jornalista e comentarista da Rede TV News, Reinaldo Azevedo. O blogueiro teve tanto desejo de rebaixar a atitude de Deltan que destacou até supostos erros de português no breve texto do procurador.

“Também a gramática de Dellagnol corre o risco de esmorecer na inanição. O correto é ‘a maior parte (…) jamais será”. Mas eu entendo esse rapaz. Ele faz a chamada concordância psicológica. Em matéria de cadeia, com ele, o verbo só fica em pessoas do plural”, escreveu em um post de seu blog.

No final das contas, quem cometeu erros, foi o próprio colunista, já que mudou o nome do alvo de suas críticas e também não se lembrou que a gramática permite o tipo de concordância que Deltan fez em seu post.

Apoio

Apesar das muitas críticas, Deltan também teve apoio de outros usuários em resposta aos seus comentários.

“Amem Dr Deltan.’ E se o meu povo,que se chama pelo meu nome,se humilhar,e orar,e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos,então eu ouvirei dos céus e perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra’. 2Crônicas 7:14. Glorias a Deus”, destacou um usuário do Twitter.

“Parabéns pela coragem e pelo nível de ser humano que tem se mostrado. Estaremos juntos e com outros milhões de brasileiros que estão na mesma sintonia, verdadeiramente conscientes do momento em que vivemos”, afirmou outro internauta.

Combate à corrupção

Deltan também afirmou que novas medidas se fazem necessárias no combate à corrupção.

“Para virar a página, precisamos vencer a impunidade e de reformas que fechem as brechas por onde o dinheiro público escorre, como as 10 Medidas ou, melhor ainda, as Novas Medidas contra a Corrupção”, destacou.

Dallagnol também recomendou a leitura do artigo do cineasta José Padilha, no jornal Folha de S.Paulo, sobre sua mais nova série, “O Mecanismo”. Segundo ele, agora o desafio dos brasileiros é impor nas eleições deste ano a “maior derrota da história” a esse mecanismo. A produção trata dos esquemas recentes de corrupção no país e da Operação Lava Jato.

FONTE: GUIAME, JOÃO NETO

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