A IPA – IGREJA PRESBITERIANA DE ANGOLA CONTA COM A PARCERIA DA IPB PARA A CONSOLIDAÇÃO DA FÉ REFORMADA NO PAÍS

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Nos dias 5 a 7 de junho, aconteceu a Reunião Ordinária do Sínodo Geral da IPA – Igreja Presbiteriana de Angola, o que equivale ao Supremo Concilio da IPB – Igreja Presbiteriana do Brasil, em Luanda, capital de Angola. Estiveram reunidas 112 pessoas, representantes de oito (8) Presbitérios: Presbitério Sul de Luanda, Presbitério Nzagi – Luanda Norte, Presbitério Norte de Luanda, Presbitério do Uíge, Presbitério do Dundo Lunda Norte, Presbitério Centro de Angola, Presbitério de Milunga e o Presbitério Sul de Angola e visitantes convidados. Na ocasião foi eleita a mesa da diretoria. O Rev. Antonio Neves Mussaqui, que já esteve no Basil em várias ocasiões, foi eleito presidente.

O Rev. Marcos Agripino, executivo administrativo da APMT, participou durante toda a programação e fez uma exposição bíblica no culto da quarta-feira.

No dia seguinte ao término da Reunião, a nova mesa eleita, do Sínodo Geral da IPA, se reuniu com o presidente do Supremo Concilio da IPB, Rev. Roberto Brasileiro, o executivo administrativo a APMT, Rev. Marcos Agripino, com o propósito de rever alguns acordos de cooperação entre a IPB, por meio da APMT, e a IPA, em vários segmentos, e de refletir sobre os desafios e as possibilidades da continuidade dessa cooperação em outras áreas que precisam de desenvolvimento ministerial, visando à a consolidação dessa denominação irmã. A saber:

  1. Organização administrativa da denominação, com o estabelecimento de um escritório administrativo;
  2. Educação teológica. Para isso é necessária a criação de escolas teológicas, Seminários e Institutos Bíblicos, formação de bibliotecas, e outras iniciativas.
  3. Plantação de igrejas. Aquisição de terrenos e construção de templos. Faz-se necessária a cooperação específica na plantação de pelo menos cinco igrejas em cidades estratégicas, nos próximos 10 anos.
  4. Projeto social.  A criação de pelo menos cinco Escolas Presbiterianas no país e também um Pronto-socorro.
  5. Construção do escritório central da denominação, na capital do país, Luanda.

Hoje, há em torno de 70 igrejas e congregações no país, mas com pouca infraestrutura física. Ao falar sobre a solicitação feita, o Rev. Agripino disse: “A APMT pode atender essa demanda nos próximos anos, unindo esforços com outros órgãos da IPB, igrejas e irmãos, para fortalecer e consolidar essa jovem igreja que nasceu a partir da IPB. De fato, temos necessidade de pessoas, a partir do Brasil, que estejam engajadas na plantação de igrejas como também que cooperem para o crescimento e amadurecimento da igreja na fé cristã reformada”, explicou.

Para suprir essa necessidade, o Rev. Agripino acrescentou: “Precisamos enviar professores na área de educação teológica, educadores cristãos, coordenadores pedagógicos, acadêmicos, como também profissionais na área da área de saúde, e ensino regular, pessoas com experiencia na área de engenharia, arquitetura, pedreiros e serventes, brasileiros, que desejem servir nas construções. Outra necessidade é o investimento para aquisição de terrenos, e construção de templos. Doação de bíblias nas línguas locais também é uma necessidade imediata. A Bíblia já foi traduzida para várias das línguas locais angolanas, mas estão esgotadas e não há recursos para impressão. Vários crentes presbiterianos ainda não têm um exemplar da Palavra. Cada unidade custa em torno de 30 reais”.

Percebemos, no Brasil, uma boa fase de despertamento de vocacionados, porém é necessário trabalhar neles a disposição para serem enviados onde há uma real necessidade, a fim de que eles possam ser direcionados para responder uma demanda que já existe.

Pode-se perceber, de acordo com estudos e tendências, que o próximo movimento missionário para o mundo surgirá a partir do continente africano, e é por isso que as igrejas precisam ser fortalecidas e consolidadas na fé e na doutrina, pois existe muito sincretismo religioso. “Enquanto em muitos lugares há acesso à Internet, bibliotecas, livros digitais e outras ferramentas, muitos irmãos na África não têm nem um exemplar da Bíblia em mãos para ler, estudar e firmar sua fé no conhecimento bíblico, e isso acaba facilitando o sincretismo religioso”, recalcou o Rev. Agripino.

Ao longo da história, muitos tiveram contato com o cristianismo, mas há forte influência da feitiçaria, das crenças animistas, além de questões éticas e culturais locais, então quando eles conhecem o cristianismo, sem uma boa base bíblica e teológica, acabam misturando tudo e isso requer um acompanhamento e aprofundamento nas Escrituras, o que refletirá na pregação, no discipulado e, consequentemente, na maturidade cristã.

Se de alguma maneira nós, como IPB, não servirmos à IPA no fortalecimento e na consolidação da fé bíblica e reformada, e também a outros países do Continente Africano, quando a África se tornar um Continente Enviador de missionários para o mundo, pode ser que haja uma considerável fragilidade teológica. “Se nós, como IPB, não podemos atingir os 54 países da África, podemos pelo menos contribuir pontualmente em alguns deles, e eles mesmos serão multiplicadores de uma excelente força missionária transcultural.” Concluiu o Rev. Agripino.

Fonte: Apmt – https://apmt.org.br/a-ipa-igreja-presbiteriana-de-angola-conta-com-a-parceria-da-ipb-para-a-consolidacao-da-fe-reformada-no-pais/

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Pastor Eli Vieira é casado com Maria Goretti e pai de Eli Neto. Responsável pelo site Agreste Presbiteriano, Bacharel em Teologia, Pós-Graduado em Missiologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, Recife-PE e cursando Psicologia na UNINASSAU. Exerce o seu ministério pastoral na Igreja Presbiteriana do Brasil desde o ano 1997 ajudando as pessoas a encontrarem esperança e salvação por meio de Jesus Cristo. Desde a sua infância serve ao Senhor, sendo educado por seus pais aos pés do Senhor Jesus que me libertou e salvou para sua honra e glória.

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