JOHN G. PATON – O VALENTE ENTRE OS CANIBAIS

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Foi num lar de muita oração e consagração, que nasceu John Gibson Paton, na Escócia, filho de presbiterianos. Os pais o dedicaram ao Senhor para se tornar missionário em alguma região de um povo totalmente não alcançado pelo Evangelho. Mudou-se para Glasgow. Lá tornou-se missionário da Missão da Cidade de Glasgow. Após dez anos na Missão, sentiu forte chamado para o trabalho missionário nas Novas Hébridas (um grupo de ilhas no sul do Oceano Pacífico, que hoje formam a nação de Vanuatu).

Paton declarou: “Se eu conseguir viver e morrer servindo e honrando ao Senhor Jesus, não me importarei em ser comido por antropófagos ou por bichos; no grande dia da ressurreição, o meu corpo se levantará tão belo… na semelhança do Redentor ressuscitado”.

De fato, aquelas Ilhas já haviam sido batizadas com o sangue de mártires. Em 1858, foi ordenado ao ministério e casou-se com Mary Robson. Partiram em 16 de abril. Nas Novas Hébridas se fixaram na Ilha de Tanna, tendo um grande choque com os costumes locais. Paton viu ali os nativos se matarem como rotina.

O povo adorava elementos animados e inanimados. Foi ali que os Patons envidavam todos os esforços para clamar poderosamente ao Senhor em oração e falar de Jesus. Eles foram atacados por enfermidades. Após um ano na ilha (1859), Mary deu à luz e morreu de febre. O filhinho morreu, também, três semanas depois. Ele disse: “Não fosse Jesus… eu teria enlouquecido e morrido ao lado daquela sepultura solitária”.

Nos primeiros anos, Paton viu pouco fruto em Tanna. O sarampo varreu um terço da Ilha naquela época. Treze dos nativos que trabalhavam com ele morreram e o restante foi embora, com exceção de apenas um. Paton e o único permanente ficaram trancados num quarto cerca de quatro dias, enquanto os nativos os aguardavam fora para matá-los e comê-los. Paton fugiu e foi para a Austrália, a fim de pregar nas igrejas presbiterianas, relatar tudo que suportara em Tanna, e levantar recursos para o trabalho missionário nas Ilhas.

Ele comprou um navio para o trabalho nas Ilhas Hébridas. Nesse tempo de campanha nas Ilhas Britânicas, decidiu casar-se novamente, agora com Margaret, e em 1864 retornaram para as I. H. Fixaram-se em Aniwa. O resultado de seu trabalho ali foi extraordinário. Os nativos começaram a receber o cristianismo. Plantaram uma igreja, estabeleceram escolas e orfanatos.

Com o apoio dos chefes nativos, Paton passou a ter uma influência poderosa na Ilha e austeras leis puritanas se tornaram padrão para os crentes. Mas o seu grande alvo era amar e ganhar os pagãos para Cristo. Quanto ao primeiro culto em Aniwa, Paton registrou: “No momento em que coloquei o pão e o vinho naquelas mãos, antes manchadas com o sangue do canibalismo, agora estendidas para receber e compartilhar dos símbolos e selos do amor do Redentor, tive um antegozo da alegria da glória que quase partiu meu coração em pedaços. Jamais provarei uma bênção mais profunda, até que venha contemplar a face glorificada do próprio Jesus”.

Após a igreja ter-se estabelecido em Aniwa, os Patons passaram seus últimos anos como estadistas missionários, viajando pela Austrália, Grã-Bretanha e América do Norte, despertando obreiros e levantando fundos para a expansão missionária nas Ilhas Hébridas. Sua influência se tornou muito impactante naquele arquipélago.

No final do século, das trinta Ilhas habitadas, poucas não haviam sido ainda alcançadas pelo evangelho. Fundou-se um Instituto de treinamento de obreiros nativos, cujo número excedia a 300, e cerca de 24 missionários serviam com eles. Paton dedicou-se, nos últimos anos de sua vida, a traduzir a Bíblia para a língua Aniwa.

Em 1904, voltaram para visitar as várias Ilhas. Em 1905, Margaret faleceu, e dois anos depois, John Paton, com 83 anos, se juntou a ela para aguardar o retorno do Senhor e a entrega do galardão que o Senhor tem para eles. Louvado seja o Senhor pela grande herança que o casal deixou nas Ilhas. Seu filho Frank Paton foi o sucessor deles. A Deus toda glória por Cristo e pelos 51 anos de trabalho missionário transcultural de John Paton!

Rev. José João de Paula

Fonte: APMT

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Pastor Eli Vieira é casado com Maria Goretti e pai de Eli Neto. Responsável pelo site Agreste Presbiteriano, Bacharel em Teologia, Pós-Graduado em Missiologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, Recife-PE e cursando Psicologia na UNINASSAU. Exerce o seu ministério pastoral na Igreja Presbiteriana do Brasil desde o ano 1997 ajudando as pessoas a encontrarem esperança e salvação por meio de Jesus Cristo. Desde a sua infância serve ao Senhor, sendo educado por seus pais aos pés do Senhor Jesus que me libertou e salvou para sua honra e glória.

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