SANTIFICAR CRISTO OU EXALTAR A DOR?

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Santificar Cristo ou Exaltar a Dor?

Valdeci Santos

“. . . antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração” – (1Pedro 3.15)

O versículo acima é uma clara exortação de Pedro a alguns irmãos da Ásia Menor que, em sua época, enfrentavam diversas aflições e sofriam horrivelmente por crerem em Cristo. Naquele contexto, Pedro poderia ter exortados seus leitores a “compartilhar” suas dores, “protestar” contra seus opressores ou até “reunir” um grupo de intercessores em prol do sofrimento que enfrentavam. Porém, ao invés disso ele admoestou seus leitores a “santificar a Cristo” em meio a dor.

No geral, quando sofremos, acabamos focalizando mais na nossa dor e tristeza do que na necessidade de usarmos nossa experiência dolorosa para santificar Cristo. É comum encontrar crentes que “falam mais sobre seus sofrimentos” do que sobre a maneira como Cristo os sustenta nos momentos de dor. Por exemplo, frequentemente encontramos irmãos e irmãs que agem com a seguinte atitude: “minha dor é maior do que a sua”, “você não sabe o que é sofrer” ou “ninguém entende meu sofrimento” e assim por diante. Também, é comum encontrar irmãos que se “isolam nos momentos de angústia” ou aqueles que “enumeram seus sofrimentos” em uma longa lista. Quando isso acontece, ao invés de santificarmos a Cristo, estamos exaltando a dor.

Em meio ao sofrimento, o mais fácil certamente é exaltar a dor, chamar a atenção para nossa ferida e anunciar nossa desgraça. Mas Pedro nos lembra da opção de santificarmos Cristo em nosso sofrimento. Como podemos fazer isso? Quais são as atitudes que santificam Cristo nesses instantes? O que dizem as Escrituras sobre isso? Há, no mínimo, três coisas que o crente pode fazer em prol de santificar Cristo em meio a sua dor.

1. Lembrar que Cristo já experimentou e sofreu a maior dor que poderíamos experimentar. O sofrimento causado pelo pecado incluía separação da presença e bênção de Deus. Mas incluía também a condenação à eternidade no inferno por causa da justa ira de Deus. Porém, o Senhor Jesus recebeu, na cruz, o castigo em nosso lugar e o Bendito de Deus se fez maldito por nós, pois “maldito todo aquele que for pendurado em madeiro” (Gálatas 3.13). Essa é a razão pela qual Pedro lembra os seus ouvintes que “Cristo sofreu em vosso lugar” (1Pedro 2.21). Por mais angustiante que seja nosso sofrimento, devemos lembrar que Jesus nos livrou da maior dor que poderia nos acometer.

2. Considerar nosso sofrimento à luz da eternidade. Essa parece ter sido a estratégia utilizada pelo apóstolo Paulo que, sem dúvidas, experimentou muitas dores em seu ministério. Paulo teve aflições físicas, enfermidades crônicas (um problema nos olhos), decepções com pessoas em quem confiava, acusações falsas e inúmeras investidas de Satanás. Porém, o apóstolo relativizava seus sofrimentos à luz da eternidade, pois ele escreveu: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Romanos 8.18). Quando agimos como Paulo, logo percebemos que o sofrimento não é eterno, mas a bênção que Deus nos concede, essa sim, é eterna!

3. Perseverar na certeza de que Deus nos dá o que ele possui de melhor, ou seja, sua companhia. Nem sempre teremos uma caminhada tranquila nesse mundo, mas certamente teremos uma jornada segura, pois aquele que caminha conosco é o próprio Senhor. Jesus se apresentou como o Emanuel, Deus conosco, e ele mesmo prometeu estar conosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mateus 28.20). Assim, o Senhor nos concede sua bendita companhia.

E você? Em sua vida, experiência e luta contra os sofrimentos, tem santificado a Cristo ou exaltado a dor? Você fala aos outros sobre como Cristo tem sustentado sua vida ou apenas sobre você e o quanto tem sofrido? Que tal atender a exortação do apóstolo Pedro sobre esse assunto?

Fonte: Portal IPB

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